quinta-feira, 26 de junho de 2014

Noticias do Rock (Pra Não Ficar Por Fora)



Por Davi Pascale
 

Queen: Novo DVD à caminho



O grupo britânico Queen lançará mais um DVD ao vivo. E, sim, com Freddie Mercury nos vocais. Trata-se de uma apresentação histórica. A primeira tour que fizeram como headliners. O vídeo será duplo e trará duas apresentações realizadas em Londres. A primeira filmada em Março e a segunda filmada em Novembro do mesmo ano. Live At The Rainbow ´74 terá uma edição de luxo que trará um livro de 60 páginas, replica do ingresso, tourbook, pôster e passagem de backstage. Imperdível! Confira o trailer do vídeo!




Nightwish trabalhando em novo álbum


A cantora Floor Jansen, que deu o que falar na mídia nos ultimos tempos por ter tido alguns ataques de pitis durante sua ultima passagem ao Brasil, anunciou em sua página oficial do Facebook que a partir de agora estará 100% centrada na criação do novo álbum do Nightwish. Segundo a cantora, ela tem apenas mais duas datas para cumprir em Agosto e não fará mais nenhum show este ano. Disse ainda que os ensaios com o Nightwish já começam em Julho.


Kiss inicia nova turnê



O grupo norte-americano Kiss iniciou sua nova tour na ultima segunda-feira (23) em Salt Lake City. A nova gira é uma comemoração aos 40 anos de banda e está sendo realizada juntamente com o Def Leppard. O grupo também soltou no mercado uma nova coletanea dupla, "40", que traz 4 faixas inéditas (1 demo e 3 ao vivo). Os mascarados estão começando o show com "King of the Knightime World". A música já tinha sido utilizada como número de abertura na tour do Dynasty e tem dividido a opinião dos fãs. O grupo promete mudar algumas musicas de show para show. Na primeira apresentação da tour, surpreenderam todos com a inclusão de "Hide Your Heart" (Hot In The Shade). Já existem boatos sobre a nova tour passar pelo Brasil no final do ano. Será? 

 
Courtney Love afirma que Kurt Cobain sempre quis ser um rockstar



A líder do Hole afirmou no documentário The 90s: The Last Great Decade? que o líder do Nirvana corria atrás de selos o tempo todo e sempre desejou ser um astro do rock, contrariando a famosa teoria de que o sucesso o deprimia. Segundo a cantora, o que o assustava era o fato de ser tratado como “a voz da geração”. O especial será transmitido dia 6 de Julho nos Estados Unidos e conta com depoimentos inéditos de Butch Vig (baterista do Garbage e produtor do Nevermind) e imagens de arquivo de Kurt Cobain.


Paula Toller lança novo single



A cantora do Kid Abelha está para lançar seu terceiro trabalho solo de inéditas, conforme já foi comentado por aqui. O disco que recebe o nome de Transbordada e conta com a produção do lendário Liminha já está com uma faixa nas rádios. Escuta aí.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Entrevista: Zuberoa Aznárez, vocalista do Diabulus In Musica

Por Rafael Menegueti, colaborou Davi Pascale

Uma das melhores bandas da nova safra do metal sinfônico europeu é o Diabulus In Musica, da Espanha. O grupo lançou recentemente seu terceiro álbum, “Argia”, e vem crescendo na cena ao longo do tempo. “Argia” vem fazendo sucesso entre os fãs do gênero, e não é por acaso. O disco é um dos melhores do estilo lançado esse ano e mostra uma grande evolução na sonoridade do quinteto espanhol. Para conhecer mais sobre essa banda e seu trabalho, tive o prazer de conversar com a vocalista do grupo, Zuberoa Aznárez. Veja abaixo o que ela falou sobre o novo disco, e sobre a historia da banda:

Zuberoa Aznárez
Riff Virtual: Primeiro, eu gostaria de saber sobre o sua historia. Como você começou a cantar e como a banda começou?

Zuberoa Aznárez: Eu canto desde quando me lembro. Minha mãe conduzia um coral de crianças, então eu costumava ir aos ensaios e aprendia todas as vozes de cor, até que eu cresci e comecei a cantar lá também. Quando eu tinha 8 anos comecei a aprender teoria musical e flauta. Nos também estudamos canto a capela na época, mas para uma criança não é fácil aprender técnicas vocais enquanto sua voz se desenvolve, então é melhor começar dos 16 anos pra frente. De qualquer modo, essas lições foram úteis pois você desenvolve uma capacidade de ouvir o resto das vozes e aprender outras habilidades: expressão, afinação... Eu comecei a aprender canto clássico quando tinha uns 20 anos. Ao mesmo tempo, eu comecei a cantar em uma banda de rock e um pouco mais tarde uma banda de metal me convidou para cantar com eles também. Gorka (Elso, tecladista do Diabulus In Musica) estava lá e quando a banda estava pra acabar eu pensei em montar uma nova e chamei Gorka pra nos juntarmos. Eu mostrei a ele algumas músicas que eu tinha escrito, ele gostou e assim nasceu o Diabulus In Musica.

R.V.: Neste novo álbum, “Argia”, a banda tem uma nova formação. Você acha que essas mudanças melhoraram sua musica em comparação aos trabalhos anteriores?

Z.A.: Os novos membros não participaram da composição de “Argia”, exceto por alguns riffs, pois Gorka e eu já estávamos trabalhando nisso quando eles se juntaram, então nos preferimos que eles se focassem em aprender as musicas antigas. De todo modo, eu estou ansiosa para trabalhar com eles nas composições também. Tenho certeza que podemos fazer coisas legais juntos agora.


R.V.: Qual é o conceito ou a idéia por trás desse novo álbum?

Z.A.: Argia significa luz ou claro em nossa língua regional, basco. Esse título de um certo modo reflete como nós nos sentimos agora. Gorka e eu tivemos que começar do zero quando os outros membros da banda saíram. Isso foi muito difícil no começo, mas nós conseguimos escrever novas músicas, encontrar novos membros e fazer alguns shows em apenas um ano. Por outro lado, essa situação e algumas outras pelas quais eu passei ao mesmo tempo me fizeram sobre alguns comportamentos humanos e me fizeram tentar entender melhor os outros e a mim mesma. Então, basicamente, esse é o conceito ao qual ele se refere. Esse é o álbum mais pessoal até agora e ele fala sobre alguns fatos, sentimentos, pensamentos ou situações que eu vivi nos últimos dois anos.

R.V.:Vocês tiveram a colaboração da Ailyn do Sirenia neste álbum, e do Mark Jansen, do Epica, no anterior (“The Wanderer”). Como surgiram essas participações especiais?

Z.A.: Eu imediatamente pensei na Ailyn para cantar essa música (“Fúria de Libertad”) comigo pois somos amigas e ambas somos da Espanha. Alem disso, Nós temos vozes diferentes que complementam uma à outra muito bem, então eu perguntei se ela gostaria de participar dessa canção. Ela gosta bastante da banda, estão ela prontamente aceitou e eu fiquei muito feliz em ter a bela voz dela em uma de nossas musicas! Sobre o Mark, nós queríamos uma colaboração “não melódica”, então primeiro pensamos em alguma banda de death metal, mas como somos bons amigos do Ad Sluijter (ex-guitarrista do Epica), então nós percebemos que podíamos contatar o Mark. Ele nos contou que realmente gostava do que fazemos e aceitou cantar também. Foi ótimo termos ele no disco.

R.V.: Esse ano vocês irão tocar novamente no Metal Female Voices Fest (festival belga apenas com bandas de vocal feminino). Qual é a importância desse festival na historia da banda?

Z.A.: Nós temos sorte de termos tocado lá mais de uma vez e agora a família MFVF é nossa família também. Amamos tocar lá e mal podemos esperar para voltar! Compartilhamos muitos bons momentos com fãs, organizadores, equipes e outras bandas. Tem uma atmosfera muito especial e um contato muito direto com o público. Isso é o que faz esse festival tão especial. Alem do mais, foi o primeiro festival que nos deu a oportunidade de tocar fora de nosso país e repetir. Então somos muito gratos aos organizadores e ao publico que nos quiseram de volta. Por esse motivo, nós sempre tentamos fazer algo especial lá. Nós costumamos levar um pequeno coral e fazer algo mais do que apenas tocar. Com certeza esse ano faremos algo especial também, mas ainda é cedo para dar detalhes.

Diabulus In Musica: Apenas Gorka Elso (2º da esq. pra dir.) e Zuberoa da formação original
R.V.: Na sua opinião, qual é o próximo passo para a banda? O que você espera conseguir com o Diabulus In Musica no futuro?

Z.A.: Eu sempre tento viver com o suficiente para isso, então cada pequena conquista é como um presente. Eu faço música apenas por que eu amo isso e eu sou muito grata por poder  ter a chance de espalhar isso. Alguns anos atrás nós nunca poderíamos imaginar que estaríamos onde estamos agora. De qualquer forma, o que eu realmente amaria alcançar seria poder viver de música, ou pelo menos sobreviver.

R.V.: A banda tem algum plano para um DVD ao vivo?

Z.A.: Não no momento, porque isso depende da gravadora. Mas, se nós o fizéssemos, seria em um show bem especial. Estamos tentando organizar algo especial para o ano que vem, então, se tudo correr como planejamos, com certeza iremos gravá-lo!

R.V.: O metal sinfônico é muito popular no Brasil e em toda a América Latina. Está nos planos da banda fazer uma turnê pela América Latina? O que você pode dizer aos seus fãs brasileiros?

Z.A.: Nós amaríamos! Tocamos uma vez no México e foi incrível, então não podemos esperar para voltar. Mas, infelizmente, organizar uma turnê ou abrir para outra banda é muito caro e nós não temos todo esse poder econômico, então em nosso caso fica impossível no momento. Outra possibilidade para ir seria qualquer produtor ou festival querer nos levar, então espalhe a noticia sobre a gente. E claro, se alguma chance de fazer uma turnê completa surgir, nós vamos fazer com muita alegria, é algo que estamos trabalhando duro para conseguir. Sabemos que temos fãs no Brasil e o quanto o público aí é maravilhoso, então seria como um sonho visitá-los.

terça-feira, 24 de junho de 2014

50 Anos Do Rock Brasileiro DVD (2014)





Por Davi Pascale

Nota: 7,0 / 10,0

O músico Marcelo Rossi, do extinto grupo Exxótica, acaba de lançar um documentário contando a trajetória do rock em nosso país. Em um filme que dura mais de 4 horas, tenta explicar a evolução (ou retrocesso, depende do seu ponto de vista) a partir de depoimentos de músicos, jornalistas, produtores e lojistas que de alguma forma contribuíram para o crescimento do gênero em nosso país. Uma boa porta de entrada, entretanto, na minha visão, peca em alguns momentos.

O longa trata o tema de maneira cronológica e é dividido em 4 fases: 1) o rock dos anos 50 e 60, 2) o rock dos anos 70, 3) o rock dos anos 80 e 4) o rock dos anos 90 e 00. O filme começa bem. Muitos jovens acreditam erroneamente que o rock nacional teve inicio na década de 80. Outros acreditam também erroneamente que o início foi o movimento da Jovem Guarda. Na verdade, o estilo surge em nosso país ainda na década de 50 com artistas que não pertenciam ao gênero e que resolveram gravar algumas canções de rock em seus discos. Nora Ney e Cauby Peixoto são os primeiros cantores a gravarem rock n roll em nosso país. Para explicar essa primeira etapa, convidaram gente do calibre de Tony Campello, Albert Pavão e Antonio Aguillar que deram um bom panorama do que acontecia na época. 

Ainda no primeiro capítulo, entram nos anos 60 quando acontece o primeiro boom do rock brasileiro com a explosão da Jovem Guarda. Essa segunda parte, embora conte com artistas de respeito como Netinho (Os Incríveis) e Ronnie Von, deixa a desejar. Não há informações erradas, mas há informações faltando. Pouco se comenta do impacto do lado comercial. Falam das audiências, mas não falam das gírias lançadas no período, do merchandising (artistas como Ronnie Von e Roberto Carlos tiveram brinquedos comercializados nessa época), da influencia do rock na Tropicalia (falam bastante dos Mutantes – merecidamente, por sinal – mas não explicam o que foi o movimento e nem a influencia do rock dentro do gênero. Tanto no lado visual, como nas influencias psicodélicas nos arranjos) e também não falam sobre a passeata contra a guitarra elétrica, que foi algo marcante nesse período.

O mãe de gravata Ronnie Von aparece no filme

A segunda parte é voltada ao rock dos anos 70. Entre as personalidades que aparecem aqui estão gente do calibre de Luiz Carlini (Tutti-Frutti), Oswaldo Vecchione (Made In Brazil), Gerson Conrad (Secos & Molhados), Sylvio Passos (presidente do fã-clube do Raul Seixas) somente para citar alguns. Acredito que seja a etapa que esteja melhor contada. Bastante informação, histórias curiosas. Uma geração que lançou músicos e discos brilhantes, ainda desconhecidos da geração atual. O único lado triste é reparar que artistas que não tiveram hits (leia, música de sucesso comercial), ou seja, a grande maioria desse período, tratam com desdém a cena seguinte que tratou de colocar o rock de volta às paradas.

E eis que chegamos aos anos 80. Amados por muitos, odiados por muitos. Varias cenas se formaram nessa época. Tivemos aquela cena que é vendida até hoje como BRock (dividida principalmente pelas cenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia e Porto Alegre), o inicio da cena punk e o início da cena heavy metal. Apesar de conter depoimentos de personalidades como Marcelo Nova (Camisa de Venus), Fernando Deluqui (RPM), Kiko Zambianchi, Clemente (Inocentes), Carlos Chiaroni (proprietário da Animal Records, loja da Galeria do Rock) e Luis Calanca (proprietário da loja e selo Baratos Afins), esse capitulo deixa a desejar. Fala-se muito da cena underground e quase nada da cena mainstream que revelou grandes nomes do rock brasileiro. Pouco fala-se também da primeira edição do Rock In Rio. Citam ele como algo que despertou o interesse da garotada pelo metal (o que é uma verdade), mas não citam a importância do festival em relação à popularização de grandes nomes da cena pop rock como Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso. A cena mainstream entrou como um complemento. E, na minha visão, por se tratar de um documentário, deveria ter sido o inverso.

Marceleza fala sobre anos 80 e sua admiração por Raul Seixas

O mesmo acontece nos anos 90 e 00. Fala-se muito da cena underground e quase nada da cena mainstream. Goste ou não da idéia, artistas como Raimundos, Planet Hemp (que nem sequer é citado no vídeo), Charlie Brown Jr, Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S.A. , Mamonas Assassinas, CPM 22 e Pitty (outra que nem sequer foi citada) fizeram a cabeça da garotada e mereceriam não apenas ter uma maior atenção, como mereceriam terem sido tratados com maior respeito. Falam muito de artistas que, embora tenham qualidade e tenham feito bons discos, são inexpressivos (no sentido de influencia). As exceções seriam realmente aquela galera do inicio dos anos 90 – como Angra e Dr Sin- que tiveram uma enorme influencia na criação de músicos.

50 Anos de Rock Brasileiro é uma iniciativa muito bacana. Está bem editado, traz vários convidados de peso, tem historias interessantes. Um filme bacana de se assistir, embora ainda não seja o guia definitivo para se entender a historia do rock nacional. Dá um bom panorama, sem duvidas, mas há um ar dor de cotovelo que insiste em rodear o filme e que não haveria necessidade. Quem se interessar, pode adquirir o DVD duplo no site da loja Die Hard ou conferir no You Tube.  

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Anathema – Universal (DVD/Blu-ray/CD, 2013)

Por Rafael Menegueti

Anathema - Universal
No ano passado, os ingleses do Anathema lançaram em  DVD, Blu-ray e CD duplo, “Universal”, contendo o show que a banda gravou da turnê do álbum “Weather Systems”, no teatro romano de Philippopolis, em Plodvic na Bulgária em setembro de 2012. Esse registro pode ser considerado o mais importante do grupo ao vivo, pois marca a turnê mais importante que o grupo realizou. E de quebra ainda conta com a excelente participação da orquestra filarmônica de Plovdic.

Essa excelente apresentação foi dirigida por Lasse Hoile e mostra a banda em sua melhor forma. Com belas canções e uma sonoridade que agrada facilmente, essa banda de Liverpool é hoje uma das melhores do rock progressivo atual, também chamado de pós-progressivo. A banda usa um repertorio que une seu lado melódico e mais enérgico com um perfeito equilíbrio, dando um ar extremamente profissional à apresentação.

Os irmãos Daniel e Vincent Cavanagh comandam o show. 

O show abre com as excelentes “Untouchable Part 1” e “Part 2”, mesmas faixas que abrem “Weather Systems”. Essas faixas dão o tom do show. A banda aborda principalmente seus trabalhos mais recentes, onde a banda apresenta essa sonoridade mais limpa e melódica, em comparação com o peso de seus primeiros discos. “Thin Air” e a ótima “Dreaming Light”, ambas de “We’re Here Because We’re Here”.

Faixas de álbuns como “Alternative 4” e “Judgement”, álbuns lançados ainda na década de 90, também aparecem, mas nada mais antigo do que isso. Inclusive, “Fragile Dreams”é um dos pontos altos do show, e foi tocada em duas versões diferentes, uma mais leve e outra bem rock n’roll, que encerrou a apresentação.

Lee Douglas faz as vozes femininas do Anathema
Voltando um pouco, varias excelentes faixas do grupo parecem ainda mais empolgantes em versão ao vivo, como “Storm Before The Calm”, “Closer” e “Deep”. Os vocais dos irmãos Cavanagh e da cantora Lee Douglas são pontos fortes da performance do grupo. Outro destaque fica na coesão dos músicos, que exibem um ótimo desempenho instrumental em todas as faixas.

Como bônus, ainda podemos conferir parte da apresentação acústica da banda no “A Night at the Union Chapel”, em Londres, um show que ficou marcado na historia do grupo. Com tudo isso, eu não hesito ao dizer que “Universal” é um dos melhores materiais ao vivo que eu já adquiri. Um show perfeito, com uma excelente banda, registrado de maneira magistral, em um belo local e com uma produção digna, que deixaria muitas bandas consagradas mundialmente com inveja. Material obrigatório pra quem curte rock progressivo da mais alta qualidade.

Nota: 10/10
Status: De tirar o fôlego

Faixas:

Untouchable, Part 1
Untouchable, Part 2
Thin Air
Dreaming Light
Lightning Song
The Storm Before the Calm
Everything
A Simple Mistake
The Beginning and the End
Universal
Closer
A Natural Disaster
Deep
One Last Goodbye
Flying
Fragile Dreams

Encore:
Panic
Emotional Winter
Wings of God
Internal Landscapes

Encore 2:
Fragile Dreams (rock version)