sexta-feira, 9 de maio de 2014

Álbuns Clássicos: Faith No More – The Real Thing (1989)





Por Davi Pascale


The Real Thing foi o álbum que apresentou o Faith no More para o mundo. Deixavam de ser uma banda promissora para se tornarem um grande nome do rock. Um dos últimos grandes nomes do rock, diga-se de passagem. Depois deles, conto nos dedos quantos artistas são dignos dessa expressão. Portanto, fico mais do que sossegado para inclui-lo como um álbum clássico. Um trabalho que foi marcante. Não apenas para o Faith No More, mas para toda aquela geração.

Muito da sonoridade desse trabalho já havia sido trabalhada no disco o anterior, o (bom) Introduce Yourself. A fórmula de vocais raps com riffs pesados e influencias do funk já estava ali. No entanto, aqui os arranjos eram mais elaborados. Sem contar que fizeram uma grande descoberta, o vocalista Mike Patton. Sem as loucuras de Mike, seriam uma boa banda, sem dúvidas, mas não sei se teriam ido tão longe quanto foram. Não há dúvidas de que o carisma e a criatividade do cantor foram elementos chave na consagração do conjunto.

No entanto, nesse LP, sua participação ficou mais restrita à criação das letras e harmonias vocais. Acontece que o grupo já trabalhava nas demos do disco quando iniciaram a busca pelo substituto de Chuck Mosley. O cantor responsável pela gravação dos dois primeiros discos foi expulso da banda por conta de sua relação exagerada com as drogas. O novo vocalista vinha de um outro grupo ali de San Francisco que atendia pelo nome de Mr. Bungle. O guitarrista Jim Martin e o produtor Matt Wallace haviam ficado impressionados com o trabalho do rapaz nas demos que haviam escutado de seu conjunto.

Antes de se dedicarem à gravação do álbum, os rapazes gravaram uma demo para apresentar a nova voz do Faith No More à gravadora. A fita, gravada originalmente em 4 canais, trazia “Falling to Pieces”, “Surprise You´re Dead”, “Underwater Love” e “The Cowboy Song”. Aqueles que já tiveram a oportunidade de ouvir esse material dizem que as versões são bem similares às versões originais e que a diferença mais marcante seria o tempo do megahit “Falling to Pieces” que, segundo dizem, seria um pouco mais lenta.

Jim Martin foi um dos primeiros a apostar no talento de Mike Patton


A gravação foi rápida. Em torno de 40 dias. Em 4 de Janeiro de 1989, o LP foi entregue à gravadora já com a mixagem. Os executivos gostaram do disco, mas não sabiam muito bem como trabalhar com o material que tinham em mãos. Nessa época, a cena rock ainda era dominada pelas bandas de hair metal. Não conseguiam identificar um possível hit ali. Arriscaram “From Out of Nowhere”. Tiveram como sacada fazem um vídeo promocional que ironizasse as bandas do momento. Deu mais ou menos certo. O grupo começou a se destacar na Inglaterra, mas ainda não estava sendo muito bem aceito nos Estados Unidos. 

We Care a Lot e Introduce Yourself estão longe de serem trabalhos multi-platinados, mas foram o suficiente para que criassem uma base de admiradores. Muitos dos antigos fãs, não aceitavam a nova formação. Um de seus antigos admiradores acabou dando uma força colocando-os como número de abertura de sua turnê. Trata-se de James Heitfield. Sim, o cantor do Metallica. Além de ser amigo de Jim Martin, ele curtia o som dos garotos. Quem reparar na capa do LP Garage Days irá reparar que ele estava usando uma camisa da banda. Entretanto, mesmo que suas intenções fossem as melhores, não ajudou muito. Os fãs do grupo thrash não aceitavam o som do Faith No More e costumavam vaia-los nos shows. A imprensa costumava dizer que a versão de “War Pigs” havia salvado a noite.

A banda não abaixou a cabeça e seguiu em frente. Não demorou muito e a presença de palco de Mike Patton começou a chamar a atenção da imprensa. Tal popularidade chegou a irritar, inclusive, Anthony Kiedis (Red Hot Chili Peppers) que o acusava de copiar seus movimentos. É a prova de que já começavam a incomodar.

O ano de 1990 já foi melhor. Os rapazes tiveram uma turnê de sucesso ao lado do Voivod a do Soundgarden que estava no auge, lançando o (excelente) Badmotorfinger. E mais do que isso, “Epic” dominou as paradas da rádio e da MTV. Não demorou muito e o Faith no More deixou de ser número de abertura para liderar sua própria turnê, que passaria inclusive no Brasil.

Tudo isso teve um custo. A banda começou a ficar irritada. Eles haviam vendido mais de 1.000.000 de cópias, haviam recebido disco de ouro e não viam a cor do dinheiro. E mais do que isso, a turnê não via fim. As brigas entre os músicos passaram a ser constantes. Mike Patton chegou, inclusive, a cogitar a ideia de abandonar a banda após a turnê. A resposta dos músicos viriam no trabalho seguinte, Angel Dust. A ideia era fazer um anti-Real Thing. Matt Wallace considerava a nova empreitada um suicido comercial. Mas vou deixar essa história para a próxima...


Faixas:

      01)   From Out of Nowhere
      02)   Epic
      03)   Falling to Pieces
      04)   Surprise! You´re Dead!
      05)   Zombie Eaters
      06)   The Real Thing
      07)   Underwater Love
      08)   The Morning After
      09)   Woodpecker From Mars
      10)   War Pigs (apenas no CD)
      11)   Edge of the World (apenas no CD)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Música comentada: Delain – Start Swimming

Por Rafael Menegueti

Os membros do Delain
Em tempos como esse, em que parecemos estar cada vez mais sufocados pela rotina do nosso dia a dia, decidi falar dessa música do Delain exatamente por que é disso que ela se trata. “Start Swimming” foi lançada no segundo álbum da banda holandesa, e é uma faixa levada por arranjos acústicos e sinfônicos, numa melodia mais cativante. (veja o vídeo com uma versão acústica da faixa abaixo!)

I'm waiting for another day
I'm waiting for the clock to reach the six and twelve
I'm waiting for a holiday
I'm waiting for myself
Eu estou esperando outro dia
Eu estou esperando o relógio alcançar o seis e o doze
Eu estou esperando um feriado
Eu estou esperando a mim mesmo

Mais direto impossível. Quem de nós não fica esperando o tempo e o tédio passar durante o dia? Mais do que isso, esperar no sentido de ficar apático com relação a essa insatisfação, não reagir.

And all I seem to hear is: stop, stop
I'm catching up on you. Don't leave me behind
I can't see a soul out here, it's dark, dark
I'm catching up on you. And all I wonder is:
Why? (Why do I try to start running)
Why? (What am I running for?)
E tudo que eu ouço é: pare, pare
Eu estou te alcançando. Não me deixe pra trás
Eu não posso ver uma alma aqui fora, está escuro
Eu estou te alcançando. E tudo que eu me pergunto é
Por que? (Por que eu tento correr?)
Por que? (Eu estou correndo pra que?)

A rotina e a correria do nosso cotidiano parecem ser impossíveis de serem acompanhadas. De uma certa forma isso deixa as pessoas assustadas. Elas não conseguem se encontrar em meio ao caos dessa rotina. E então começa o questionamento: Por que estamos correndo?

Do you remember why we started running?
Do you remember why we're running at all?
If I dared I'd choose to swim
But it's safer on the shore
(I would die to get away
But I fear to even more)
Você se lembra porque começamos a correr?
Você se lembra porque estamos correndo afinal?
Se eu fosse ousado escolheria nadar
Mas é mais seguro no litoral
(Eu morreria para ir embora
Mas eu tenho mais medo ainda disso)

A idéia nesses versos é dizer que, apesar de todos nós ansiarmos por algo mais, nós temos medo de nos arriscar. É mais seguro permanecer como está, numa zona de conforto. A vontade de jogar tudo pro ar e seguir seus instintos é grande, mas o medo é maior ainda.

I'm waiting for another day
The last one was so desperately disappointing
I can't seem to focus on what I've done
Or where I've been, I can't see, nobody here
Eu estou esperando outro dia
O último foi tão desesperadamente desapontador
Eu não consigo me focar no que eu fiz
Ou onde eu estive, eu não vejo, ninguém aqui

No meio dessa espera toda, fica uma ponta de esperança de que no próximo dia algo diferente aconteça. Com essa esperança, ficamos desapontados quando isso não se concretiza, e assim, acabamos ainda mais perdidos.

I would rather stay here the rest of my life
Then close my eyes
Close my eyes and start swimming
Eu prefiro ficar aqui o resto da minha vida
Então fechar meus olhos
Fechar meus olhos e começar a nadar


Com tudo isso, a pessoa se acomoda, deixa essa idéia pra lá. Prefere ficar o resto da vida nessa coisa. Para as pessoas, a tão esperada liberdade aparecerá apenas quando “fecharmos nossos olhos”. Em tempo, só quando morrermos poderemos começar a nadar na imensidão infinita de nossos sonhos.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Courtney Love: Novamente Acusada de Assassinar Kurt






Por Davi Pascale

20 anos depois da morte do cara, a história volta a feder. Qualquer pessoa que tenha vivido os anos 90, recorda-se das teorias de que Courtney Love, líder do Hole e esposa de Kurt Cobain, teria matado seu marido. Chegaram até a realizar um documentário, Kurt Vs Courtney, para tentar acusá-la de homicídio. Por incrível que pareça, duas décadas depois, o assunto retornou à mídia. 

O assunto voltou com força por conta da divulgação de uma nota que teria sido encontrada junto ao corpo de Cobain e que, somente agora, teria sido divulgada pela polícia. Na carta, aparecem os seguintes dizeres: “Você, Kurt Cobain, aceita Courtney Michelle Love como sua legitima esposa, mesmo sabendo que ela é uma vadia repleta de espinhas, uma sanguessuga que usa seu dinheiro para se drogar e se prostituir”. Isso foi o suficiente para recomeçar o alvoroço.

Dias depois foi divulgado que a nota estava incompleta. Que havia um trecho adicional, onde estava escrito: “Você promete transar com ela pelo menos uma vez por semana, ok?”. E agora a história se inverteu. Agora a dedução é de que o bilhete teria sido escrito por Courtney, provavelmente em tom de brincadeira. Um que teria afirmado que a nota seria da cantora seria Mark Yarm, autor de Everybody Loves Our Town: An Oral History of Grunge. Mas, claro, as especulações não pararam.

Cheguei à assistir o tal documentário. Nunca me arrependi tanto de ter assistido um filme na minha vida. Os caras enrolam o assunto por todo o longa e em qual conclusão eles chegam? Nenhuma!

Imagem do tal bilhete encontrado

Realmente a historia do suicídio deixa alguns mistérios. E é bem verdade que muitas vezes a policia dá o caso como suicídio para encurtar a história. Há alguns dados que me fazem questionar se o musico não teria sido assassinado. Por exemplo, foi divulgado que não foram encontradas marcas digitais na arma, nem na seringa que ele teria utilizado para se dopar e a arma, segundo dizem, estava na posição do seu peito e a historia é de que ele teria atirado na boca. Realmente, se esses dados estiverem corretos, alguns dados não se cruzam. Mas daí acusarem Courtney de ter assassinado o marido, acho tenso, hein?

Tudo bem. Sei que a mulher não é nenhuma santa. Mas os problemas que ela tinha, Kurt também tinha. Kurt Cobain era um rapaz talentoso. Excelente compositor, bom letrista, extremamente carismático. Agora... Verdade seja dita, não era nenhum santo também. Não apenas Courtney Love, quanto seus próprios companheiros do Nirvana, já reconheceram que o rapaz não tinha controle sobre drogas, que ele já tinha passado por varias overdoses e que eles temiam a relação dele com heroína. Ou seja, ele realmente era um usuário da tal droga. E assim como Courtney, era emocionalmente instável. Quem poderia ter planejado? Alguém com quem Kurt tivesse discutido nos bastidores, traficante que vendia drogas à eles, etc.

Tem uma teoria de que ela teria contratado um assassino para matar o marido e usar a grana dele. Teorias é o que não faltam. O que realmente falta são provas. Passaram-se duas décadas. Quais são as provas que apontam para ter sido a esposa quem matou ou mandou matar? Posso até estar errado, mas acho quase impossível que esteja envolvida. Courtney não é burra. Ela é uma pessoa publica, todo fã de Nirvana conhece ela, tem histórico com drogas. Sabia que, qualquer coisa do tipo, iriam acusá-la. Será que seria tão ‘inocente’ assim para ir lá e fazer? E outra, se ela desejasse a morte do cara, não teria se mexido para salva-lo de crises de overdose. E ela salvou o músico mais de uma vez. 

Capa do novo single (por enquanto, digital) de Courtney Love

E agora para botar lenha na fogueira reaparece Hank Harrison. Empresário do Grateful Dead e pai de Courtney declarando: “não posso provar que ela puxou o gatilho, mas posso provar que estava envolvida. Se você ler o verdadeiro significado da pequena nota e colocar em conjunto com as outras evidencias, qualquer um com um pouco de inteligência irá ver que algo terrível aconteceu”. Gostaria de saber se ele mantém a opinião depois que a ultima parte da nota foi divulgada.  Para quem não sabe, Courtney e Hank não tiveram bom relacionamento e ele é acusado de ter dado LSD à Love quanto a garota tinha apenas 3 anos de idade. Que moral esse cara tem para julgá-la e condená-la? Ele consegue ser ainda mais louco do que ela. Sem contar que o maluco está prestes a lançar um livro com o nome de Love Kills: The Assassination of Kurt Cobain. Quer promoção maior do que essa?

Triste saber que tudo isso volta à tona justamente na semana onde Courtney Love lançou duas novas músicas, muito boas por sinal (“You Know My Name” / “Wedding Day”). Honestamente? Me soa mais como alguém querendo impedir que ela reapareça do que querendo explicar algo não explicado. Por favor, chega desse assunto e deixem a alma de Kurt descansar em paz!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Notas para ficar por dentro do rock!

Por Rafael Menegueti

Novo disco do Epica já está disponível

Epica já começou turnê para divulgar o novo disco
O novo álbum dos holandeses do Epica, The Quantum Enigma, já está nas lojas na Europa. Nos próximos dias ele será lançado nos EUA e em breve também no Brasil. Esse é o sexto álbum de estúdio da banda, e tem um estilo bem diferente do anterior. Em breve você poderá conferir uma resenha detalhada desse disco aqui no blog!

Raimundos defende casal gay durante show em SC

Os músicos do Raimundos deram uma lição de tolerância e respeito ao próximo durante um show realizado na ultima sexta, no interior de Santa Catarina. Após um casal gay ser hostilizado e expulso do local do show após trocarem um beijo, os músicos fizeram questão de chamar os rapazes de volta e os convidaram a subir ao palco. A atitude repercutiu na imprensa e rendeu diversos elogios nas redes sociais. O vocalista digão afirmou em entrevista ontem que é um dever da banda combater toda forma de preconceito.

Lacuna Coil se apresenta mais uma vez no Brasil nessa semana

Os italianos do Lacuna Coil voltam a se apresentar em nosso país nesse final de semana. A banda passa por Curitiba (09/05), São Paulo (10/05) e Rio de Janeiro (11/05) para divulgar seu novo disco, Broken Crown Halo. Esse será o terceiro ano consecutivo que a banda vem para o Brasil.

Ricardo Confessori deixará a bateria do Angra

Ricardo Confessori não seguirá com a banda após o fim da turnê
O Angrta anunciou ontem através de sua acessória a saída do baterista Ricardo Confessori, considerado um dos melhores do Brasil. O músico decidiu deixar o grupo para se dedicar aos seus outros projetos musicais. Ele, no entanto, encerrará a turnê em comemoração ao Angels Cry antes de se despedir do grupo e dos fãs.

Álbum solo de Tuomas Holopainen, do Nightwish, é lançado

Tuomas: paixão pela Disney inspirou disco solo
Outro artista a se aventurar em carreira solo é o tecladista e líder do Nightwish, Tuomas Holopainen. Ele lançou nesse último mês seu primeiro disco solo, The Life and Times of Scrooge, baseado na historia da Disney com o personagem Scrooge McDuck, isso mesmo, o Tio Patinhas. O disco não é nada parecido com o que ele faz no Nightwish, mas é bem interessante. Prometo resenhar essa novidade em breve aqui no blog.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Os modelos de guitarra mais famosos do mundo!

Por Rafael Menegueti

Não importa se sua banda é nova ou veterana, sem um bom equipamento ela não conseguirá se firmar. E, no rock, uma boa guitarra é mais do que imprescindível para fazer um bom som. Alem de um bom fabricante, outro fator que influencia na decisão de adquirir um novo instrumento são o modelo e o som produzido. Por isso separei aqui alguns dos mais belos e eficientes modelos de guitarra conhecidos.

Stratocaster


Originalmente desenhada por Leo Fender para a sua marca (Fender), a Stratocaster virou o sinônimo do instrumento. Seu formato é conhecido como um dos formatos padrões mais usados no mundo. Nomes como Jimi Hendrix, Ritchie Blackmore e Kurt Cobain ajudaram a imortalizar o modelo. O seu timbre, leveza e facilidade de manusear são outras características que transformam a Strato em um dos melhores modelos de guitarras.

Les Paul


A guitarra desenhada por Ted McCarty, que leva o nome de um famoso guitarrista norte-americano, para a Gibson, se tornou outro modelo habitual entre os guitarristas. O modelo é tão famoso quanto a Stratocaster, mas talvez seja o único que bate o modelo da Fender em vendas ao redor do mundo. Nomes como Slash, Ace Frehley, Zakk Wylde e Joe Perry estão entre os infinitos músicos que usam o modelo.

Flying V


Outro modelo originalmente criado pela Gibson, essa guitarra não chegou a vingar quando foi lançada. Anos mais tarde ela voltaria com tudo e rapidamente viraria uma das queridinhas dos metaleiros, pelo seu timbre e também pelo seu visual, que ganhou inúmeras variações entre os fabricantes. Kirk Hammet, Kerry King, Max Cavalera, Randy Rhodes e muitos outros criaram riffs e solos selvagens com essas belezinhas.

Explorer


Praticamente uma irmã da Gibson Flying V, ela seria outra guitarra adotada por músicos que buscavam um som mais pesado. Um modelo com fomato parecido, a Firebird, também ficou muito popular, mas é a Explorer que ficou marcada após ser usada por nomes como Dave Grohl, James Hetfield, The Edge, entre outros.

SG


Mais uma obra da Gibson, a SG tem um dos formatos mais interessantes, é uma guitarra simples e pode ser usada para diversos estilos. O modelo ficou muito conhecido por ser usada pelo icônico Angus Young, do AC/DC. Outros guitarristas que a usam são Eric Clapton, Toni Iommi, Daniel Johns e Pete Townshend.


Em breve eu citarei outros modelos de guitarra que também são muito bons, mas menos conhecidos. Fiquem ligados!

domingo, 4 de maio de 2014

Megadeth – Countdown to Extinction Live DVD



Por Davi Pascale


Dave Mustaine, David Ellefson, Chris Broderick e Shawn Drover nos entregam mais um DVD ao vivo. Dessa vez comemorando os 20 anos de Countdown to Extinction. Exatamente! Os rapazes apresentam o álbum do início ao fim e – é claro – alguns números bônus para que o show não fique muito curto. 

Countdown to Extinction é considerado por muitos como a resposta de Dave Mustaine ao Black Album do Metallica. Há quem os defenda dizendo que aqui há vários momentos que soam como thrash e que não deve ser comparado ao álbum preto. Devo dizer que, infelizmente, faz sentido. As músicas diminuíram de andamento, ganharam uma cara mais comercial e começaram a apostar mais nos clipes para a MTV. Infelizmente para os xiitas, é claro. Eu, particularmente, considero Countdown to Extinction e Black Album grandes discos.

O álbum original foi lançado em 1992. Estavam naquela que, para mim, é sua melhor formação: Dave Mustaine, Marty Friedman, David Ellefson e Nick Menza. Sem querer desmerecer os outros (exímios) músicos que passaram pelo conjunto, é claro. “Symphony of Destruction” acabou se tornando um grande hit, assim como a faixa de abertura, “Skin On My Teeth”.

A apresentação ocorrida em 7 de Dezembro de 2012 no Fox Theater, inicia com 3 faixas de aquecimento. Entre elas, o hit “Trust” (Cryptic Writings) e o clássico “Hangar 18” (Rust In Peace). Não demora muito e os músicos mandam o álbum na integra. As faixas rolam na sequência do disco com os arranjos bem próximos aos originais. Há uma mudança aqui, outr ali, mas nada de causar revolta.

Banda faz releitura de disco clássico em apresentação cheia de energia
 

Essa febre de tocar um disco clássico na integra começou há algum tempo e Dave Mustaine parece ter curtido a ideia. Já haviam feito o mesmo com “Rust In Peace” e nesse momento estão fazendo o mesmo com “Youthanasia”. Aliás, a galera de São Paulo poderá conferir esse show hoje mesmo.

O Megadeth é uma banda que não é de fazer muitas surpresas. Temos aqui o que esperamos deles. Shawn Drover destruindo na bateria, Dave Mustaine tocando e cantando extremamente concentrado fazendo cara de bravo, Chris Broderick cheio de caras e bocas. O esquema do show é praticamente o mesmo. Pouca fala e muito som. O palco está com uma produção um pouco mais elaborada com a presença de três grandes telões de cristal liquido que exibem imagens sincronizadas com as músicas. No megaclássico “Peace Sells... But Who´s Buying” eles mostram que possuem seu Eddie e colocam a caveira da capa do disco para interagir com o público. Muito legal! Mas a noite se encerra mesmo com “Holy Wars”. Perfeito!

A ideia de reviver um álbum na integra é bacana porque dá a chance de os fãs mais novos descobrirem verdadeiras perolas que ficam escondidas nos discos e dos fãs mais velhos se deliciarem com aquele som que ele sempre ouviu no último volume e sempre lamentou seus ídolos não terem acrescentado no setlist por não ser um hit. Nos letreiros há informação de captação de imagens de backstage, mas no meu DVD só veio o show. Não entendi. Mesmo assim, trata-se de um registro essencial para qualquer fã de música pesada que se preze.

Nota: 9,0 / 10,0
Status:Empolgante

Faixas:

      01)   Trust
      02)   Hangar 18
      03)   Public Enemy
      04)   Skin On My Teeth
      05)   Symphony of Destruction
      06)   Architecture of Agression
      07)   Foreclosure of a Dream
      08)   Sweating Bullets
      09)   This Was My Life
      10)   Countdown to Extinction
      11)   High Speed Dirt
      12)   Psychotron
      13)   Captive Honour
      14)   Ashes In Your Mouth
      15)   She Wolf
      16)   Peace Sells
      17)   Holly Wars ... The Punishment Due