terça-feira, 8 de abril de 2014

Covers: homenagens e versões tão boas quanto as originais

Por Rafael Menegueti

Within Temptation lançou varias covers recentemente no Q Music Sessions

As covers são algo comum e frequente no rock. Varias bandas se aventuram a lançar versões de outros artistas para homenagea-los ou mesmo para ampliar seus horizontes musicais. Separei aqui algumas covers que me chamam bastante a atenção:

Nirvana – Love Buzz (Shocking Blue)


O Nirvana tornou essa obscura música da banda Shocking Blue em um sucesso ao gravá-la em seu primeiro disco, “Bleach”.

Within Temptation – Radioactive (Imagine Dragons)


Dentre as varias covers que o Within Temptation lançou recentemente, no Q Music Sessions, uma das mais interessantes é essa da banda indie Imagine Dragons.

Joey Ramone – What a Wonderful World (Louis Armstrong)


Esse clássico do jazz ganhou uma versão punk na inconfundível voz de Joey Ramone, neste cover lançado em 2002 em um álbum póstumo.

Silverchair – London’s Burning (The Clash)


A banda australiana deu uma cara mais adolescente a esse classico do The Clash, lançado no single de Anthem fot the Year 2000

Van Canto – Battery (Metallica)


Conhecidos pelos seus inúmeros covers em versão a capela, o Van Canto ficou conhecido após esse cover do Metallica, de seu primeiro disco.

Apocalyptica – Nothing Else Matters (Metallica)


Outra banda bem diferente, o Apocalyptica faz seu metal usando apenas violoncellos e bateria, e a banda ficou conhecida por seus inumeros cover, principalmente do Metallica, como esse

Delain – Cordell (The Cramberries)



Quando comentei esse cover, semana passada no post da discografia deles, citei como sendo uma versão que supera a original. Ouça e veja se você também acha isso.

Hydria - Titanium (David Guetta)


A extinta banda brasileira Hydria lançou um disco só de covers de varios artistas, entre eles Beyoncè, System of a Down, Pink Floyd, Madonna, Silverchair, Slipknot e essa de David Guetta.

E você? Conhece mais algum cover diferente e interessante?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Lacuna Coil – Broken Crown Halo (2014)

Por Rafael Menegueti

Lacuna Coil - Broken Crown Halo
Acaba de ser lançado mundialmente “Broken Crown Halo”, o aguardado sétimo álbum da banda italiana Lacuna Coil. Nele, a banda aparece pela ultima vez com os integrantes Criz Mozzati (bateria) e Cristiano Migliori (guitarra), que deixaram a banda em fevereiro.

O disco foi descrito pela banda como um álbum sobre visões sombrias de um futuro próximo, inspiradas em clássicos do cinema de terror italiano. De fato, a atmosférica do disco segue a linha pesada e carregada de sentimentalismo gótico, embora sua sonoridade beire ao metal alternativo mais do que ao metal gótico. A velha formula do que o Lacuna Coil costuma aplicar em suas músicas está presente no novo disco. As guitarras mesclam levadas mais agitadas e dedilhados. A presença de sintetizadores e efeitos de voz também marcam a sonoridade clássica da banda.

Uma coisa está bem clara, os vocais de Andrea Ferro estão bem mais pesados em algumas partes, enquanto Cristina Scabbia segue fazendo o habitual estilo que a consagrou na banda. A presença de guturais em algumas faixas, como “Nothings Stands In Our Way”, que abre o disco, é uma das novidades do disco. Em relação à sonoridade, basicamente o disco segue a mesmo estilo dos seus antecessores, talvez um pouco mais melódico e sinfônico, como na faixa “In The End I Fell Alive”.

Sétimo álbum da banda foi lançado mundialmente semana passada
“Die & Rise” é uma das faixas mais explosivas do disco, e uma das que mais me agradaram. O mesmo posso dizer de “Zombies”, segunda do disco. A faixa que encerra o disco, “One Cold Day”, é uma homenagem ao ex-guitarrista da banda Claudio Leo, que faleceu algum tempo atrás, e também uma das que apresenta uma das melhores melodias, principalmente em relação aos vocais de Cristina. Outra faixa que apresenta uma levada mais lenta e vai crescendo aos poucos é “I Burn In You”, outra onde Andrea mostra seu poder explosivo nos vocais.

Os fãs que se interessarem em adquirir a versão física do disco terão a opção de adquirir uma edição especial com um DVD bônus, e outra versão em booklet, que alem do DVD contem um CD bônus com um “Best of” da banda. Apesar de “Broken Crown Halo” não ser um trabalho inovador, os fãs do Lacuna Coil não tem do que reclamar. O disco tem todos os elementos que a banda mostrou ao longo de sua carreira. Seguir a mesma formula de sempre pra muitas bandas é a melhor forma de acertar em cheio e agradar aos ouvintes. E o Lacuna Coil conseguiu isso mais uma vez.

Nota: 8/10
Status: Explosivo

Faixas:

01. Nothing Stands in Our Way
02. Zombies
03. Hostage To The Light
04. Victims
05. Die & Rise
06. I Forgive (But I Won't Forget Your Name)
07. Cybersleep
08. Infection
09. I Burn In You
10. In The End I Feel Alive
11. One Cold Day

CD Bônus (Best Of)

01. Trip The Darkness
02. Kill The Light
03. End Of Time
04. I Won' t Tell You
05. Spellbound
06. Wide Awake
07. Our Truth
08. Closer
09. Swamped
10. Heaven’s A Lie
11. To Live Is To Hide
12. 1:19
13. Halflife
14. Senzafine
15. My Wings
16. Falling Again
17. No Need To Explain

18. The Secret… 

domingo, 6 de abril de 2014

Jota Quest - Folia & Caos DVD (2012)


Por Davi Pascale
A banda de Belo Horizonte resolveu celebrar seus 15 anos de estrada com o lançamento de mais um CD e DVD ao vivo. Vários artistas convidados marcaram presença, fazendo com que o ar de comemoração fique ainda mais evidente. O grupo de Rogerio Flausino entregou um registro que é a cara deles: alegre e cativante. 
O Jota Quest conseguiu consolidar um público e, principalmente, criar uma identidade própria. Algo que sinto falta na cena brasileira atual. Os músicos também levam a sério sua profissão e sempre demonstraram um grande profissionalismo. Outro ponto que sinto falta nos artistas mais novos. Portanto, fico feliz de ver que ao menos uma banda da geração 90 conseguiu atravessar as barreiras e construir uma carreira com dignidade e competência.

Folia e Caos é o quarto DVD ao vivo do grupo. Mas aqui temos algo mais. A fita não é somente o registro de um show. Os garotos optaram por fazer um filme mostrando cenas de bastidores, ensaios, entrevistas e as canções do show. Não consegui sacar se o show está na integra. Ou se foi registrado somente os melhores momentos. É fato que o CD possui músicas que não têm no DVD apresentando, inclusive, um maior número de convidados especiais. O CD, contudo, não foi gravado em uma única noite. Por isso, minha dúvida permanece.
No vídeo aparecem, na íntegra, as participações de Maria Gadu, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Seu Jorge, Marcelo Falcão, Nando Reis e os remanescentes da Legião Urbana; Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. As que mais me agradaram, por incrível que pareça, são artistas que não são do mundo do rock: Maria Gadu em “Mais Uma Vez” – a música encaixou certinho na voz dela – e Seu Jorge na versão de Ive Brussel (canção imortalizada na voz de Jorge Benjor). A escolha não poderia ser melhor, uma vez que ambos bebem na fonte do artista. “Tempo Perdido” não é a melhor do DVD, mas certamente Rogério Flausino se saiu melhor do que o ator Wagner Moura. Em uma próxima reunião, seja qual for o motivo, está aí a dica. Outro que se sai bem cantando Legião e é fã declarado da banda é o Dinho Ouro Preto. Mas vamos voltar à fita...
Parceria com a cantora de MPB Maria Gadu funcionou
Depois de 15 anos juntos já era de se esperar um ótimo entrosamento entre os integrantes. A banda está cada vez mais segura e cada vez mais solta no palco. Rogério também está cantando muito bem. Aliás, bem melhor do que nos registros anteriores. Super próximo à sua performance dos discos. Provavelmente, um de seus melhores momentos!
A qualidade de gravação é fantástica. Tanto em imagem como em som. Fico feliz de ver como evoluíram as produções brasileiras nos últimos anos. Até os anos 90, os registros em vídeo de artistas brasileiros eram bem amadores. Era gritante a diferença entre uma produção gringa e uma produção nacional. Essa distância vem diminuindo cada vez mais nos últimos anos.
Nas cenas intercaladas, é sempre bacana ver as cenas de ensaio (ainda que curtas) com os convidados. Os músicos parecem estar de bem com a vida e demonstram maturidade em seus depoimentos sobre família, equipe, convivência entre eles e vida na estrada. Quem é fã, pode comprar sem medo! 
Faixas:
    Intro Jota 15
    É Preciso (A Próxima Parada) 
    Já Foi
    Vem Quente Que Estou Fervendo (c/ Erasmo Carlos)
    Beijos no Escuro
    Mais Uma Vez (c/ Maria Gadu) 
    Quantas Vidas Você Tem?
    Qualquer Dia Desses
    Só Hoje
    Tudo Está Parado
    Vem Andar Comigo 
    Me Deixa (c/ Falcão)
    La Plata
    Ive Brussel (c/ seu Jorge)
    De Volta Ao Planeta
    Pro Dia Nascer Feliz (c/ Ney Matogrosso)
    Mais Perto de Mim
    Tempo Perdido (c/ Dado Villa Lobos & Marcelo Bonfá)
    Do Seu Lado
     Bônus Sky DVD
    Na Moral
    Ainda É Cedo
    Do Seu Lado (c/ Nando Reis)

sábado, 5 de abril de 2014

20 anos sem Kurt Cobain



Por Rafael Menegueti

Foi em um dia 5 de abril como esse, há 20 anos, que Kurt Cobain colocou um ponto final em sua historia. Uma historia repleta de reviravoltas, emoções e muito rock. Kurt viveu intensamente e nos deixou da mesma maneira. Seu suicídio foi um dos momentos mais chocantes da historia da cultura pop, e sua imagem de um músico melancólico, problemático e ao mesmo tempo genial ficou eternizada após esse fato.

Kurt, no entanto, não queria ser exemplo pra ninguém. Ele sempre deixou isso bem claro. De fato, Kurt nunca foi o melhor exemplo de um ídolo para ser imitado. Ele era cheio de defeitos, e errava muito. Seu maior erro foi o cometido há exatos vinte anos. Mas é exatamente aí que reside seu diferencial. Kurt sempre foi um exemplo HUMANO. Uma pessoa suscetível a acertos e erros. O jovem de Aberdeen tinha um potencial incrível para demonstrar suas emoções em suas músicas, mas um péssimo controle sobre essas emoções em sua vida, algo intensificado pelo seu vicio em drogas.

A obra que Kurt Cobain deixou, não é apenas um registro de músicas inspiradas em dilemas pessoais, mas um retrato de como esse mundo pode ser cruel e implacável com pessoas que tem propensão a não se encaixarem. O sucesso que o Nirvana conseguiu rapidamente reside exatamente nisso: a identificação que um grande número de pessoas, que assim como Kurt se sentiam fora de lugar, não pertencendo ao universo que habitavam, teve com as emoções expressadas por Kurt em sua música.

Movimento grunge perdeu a força com a morte de Kurt

 Kurt conquistou assim um enorme número de seguidores, mas não era isso que ele queria. Talvez por não se sentir bom o suficiente para isso, o peso dessa fama foi grande demais para ele. Ele tinha razão em não querer ser o ídolo de uma geração. Ele não era uma pessoa perfeita. Mas quem é? Quem tem controle sobre isso? Como evitar algo tão inevitável para uma pessoa com a criatividade e simplicidade dele?

Após sua morte, o Nirvana acabou. O grunge perdeu força. E a música passou por enormes mudanças. Mas sua imagem permaneceu a mesma. Um rapaz franzino, introspectivo, simples e problemático, mas genial, inteligente e capaz de expor seu universo através de sua arte e tocar multidões. Kurt foi apenas um exemplo de uma pessoa que teve sua genialidade interrompida por seus próprios erros, defeitos e dificuldade do mundo em lidar com alguém como ele. Mas quantos outros “Kurts” não existem por aí?


Uma coisa que eu aprendi ao conhecer a figura e a historia de Kurt Cobain, foi que não existe o ídolo perfeito. Devemos aprender com seus erros e acertos, com seus defeitos e virtudes. Devemos usar seu exemplo não como um modelo de vida, mas como um guia para nos desviar daquilo que pode nos destruir e abraçar as coisas que realmente nos façam ser maiores e melhores. Esse deve ser o legado de Kurt. E que ele continue a nos ensinar por muitos anos mais.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Kiko Loureiro – The White Balance (DVD)



Por Davi Pascale

Ídolo dos jovens guitarristas, o musico Kiko Loureiro lança seu primeiro DVD solo. O eterno guitarrista do Angra, acompanhado de músicos de primeira, deixa claro sua versatilidade enquanto instrumentista e nos entrega um vídeo bem profissional que deve agradar os amantes da música instrumental.

Já havia lido algumas resenhas do show onde os autores diziam que a apresentação havia sido marcada por confusões. Alguns reclamavam do artista ter repetido algumas musicas no dia. Não sei quantas gravações eles já presenciaram, mas quando se está registrando o espetáculo, esta tática, infelizmente, é comum. Já presenciei a gravação de 3 discos ao vivo e todos eles tiveram musicas sendo repetidas. As razões para esse tipo de atitude são diversas. Não tem muito a ver com ser bom musico ou não. Isso já fica nítido para o publico e para os críticos durante o show em si. Na maior parte do tempo, é por conta de falhas técnicas. Microfonia indesejada, acabou a fita da câmera, áudio ficou saturado por algum motivo etc. Erros de execução, os caras corrigem em estúdio. Sim, meus amigos, esta tática também é comum. Entretanto, se houve confusão no dia, isso não fica nítido para quem está assistindo ao DVD. 

Algo que eu considerei um erro, contudo, foi terem filmado a apresentação de um modo que deixasse nítido que vários assentos estavam vazios. Acredito que isso joga contra o artista. Poderiam pedir para aqueles que estivessem para trás, viessem para os assentos disponíveis mais à frente. Já vi gente reclamar de ter que assistir de mais longe, mas nunca vi ninguém reclamar de ter que assistir mais próximo. Daí bastava posicionar as câmeras de um jeito que pegassem até aquele ponto. Quem assistisse em casa, teria impressão de platéia cheia. Isso é tecnicamente possível. Aliás, fiquei triste de notar isso. Os ingressos na ocasião foram vendidos por um preço baixo e o rapaz é bem popular no meio. Tinha certeza que lotaria o local...

Musico passeia pelo jazz, pelo heavy metal e pela musica brasileira em seu DVD de estreia

A apresentação, ocorrida no Auditório do Ibirapuera, foi dividida em 3 atos: uma focando o material mais rock, outra focando um lado mais jazzístico e um set acústico ali no meio. Pelo material que li sobre os shows, percebi que ele inverteu o primeiro e o terceiro set no vídeo. Desnecessário. Poderia ter deixado na sequência exata. Um registro do set daquela ocasião. Os músicos mudam de uma parte para a outra. Kiko teve a preocupação de pegar músicos que estivessem acostumados com aquela linguagem especifica, o que faz com que o espetáculo mantenha o nível. Não tem aquela onda de ‘fulano manda bem no rock n roll, mas fica a dever nas musicas que não são do segmento’. Deve ter sido difícil ensaiar com todos esses caras, mas considero a escolha acertada.

O DVD começa com a parte roqueira. Além de Kiko, completavam o time Felipe Andreoli (seu parceiro do Angra), o excepcional Virgil Donati (Soul Sirkus, Derek Sherinian), seu irmão Zeca Loureiro e os percussionistas Eduardo Cubano (Jota Quest, Eduardo Costa) e DaLua (Nação Zumbi, Sheik Tosado). Aqui, o musico demonstra toda sua habilidade enquanto instrumentista, O rapaz faz, literalmente, sua guitarra cantar em um som que tem referencias claras de Joe Satriani e John Petrucci. Foram evidenciadas as canções dos álbuns No Gravity e Sounds of Silence. Curiosamente, o musico não executou nenhuma faixa de Fullblast e do projeto Neural Code durante o show. Não entendi a razão. São dois grandes discos. Seria o momento ideal para fazer um apanhado geral de sua carreira.

Já sua passagem com o Angra não passou batida. Rafael Bittencourt participa do set acústico interpretando “Late Redemption”. Justo, uma vez que 90% de seus admiradores são fãs do Angra. Nessa, fica claro que Kiko não nasceu para cantar, contudo gosto muito da voz do Rafael. Achei que o cara mandou bem. Nesse set, fica possível notar as influencia brasileiras de Kiko Loureiro, mas peca em dois aspectos. Um por ser muito curto. E outra razão é o guitarrista sozinho no palco quase que 100% do tempo. Sem duvidas, um puta músico, mas gostaria de ter assistido algumas musicas contando com uma percussão como complemento. Também seria interessante visualmente falando. Começaria com uma formação de banda. Depois ficaria somente ele. Voltaria os percussionistas. E, por fim, entraria o novo baixista e o novo baterista que certamente causaria um impacto no público. Nem precisaria os tais intervalos ocorridos no dia. Olha eu querendo palpitar nos shows dos outros, mas não seria má idéia, fala aí...

Rafael Bittencourt participa em "Late Redemption"

A terceira etapa é a parte jazzística. Saem do palco Andreoli, Donati e DaLua e juntam-se o pianista Yaniel Matos (Carlinhos Brown, Lenine), o baixista Carlinhos Noronha (Demônios da Garoa) e o baterista Jônatas Sansão (Michel Leme Trio). Aqui focam as composições de Universo Inverso. Os músicos mais uma vez dão uma aula de interpretação misturando suingue e técnica como poucos.

Os extras trazem um making of bem bacana (porém curto) e um video onde Kiko demonstra os equipamentos que utiliza (para quem é músico, é muito legal). Mesmo contendo uma ou outra falha, o resultado final é muito bom. A qualidade de gravação é excelente e certamente irá agradar seus fiéis e exigentes seguidores.

Nota: 8,0 / 10,0
Status: Diversificado

Faixas:

01)  Conflicted
02)  The Hymn
03)  Reflective
04)  Ray of Life
05)  Gray Stone Getaway
06)  No Gravity
07)  Dilemma
08)  El Guajiro
09)  Choro de Criança
10)  Giz
11)  Late Redemption
12)  Anastácia
13)  Ojos Verdes
14)  Samba da Elisa
15)  Beautiful Language
16)  Mãe D´Agua
17)  Pau-de-Arara

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Max Cavalera – My Bloody Roots



Por Davi Pascale

O guitarrista/cantor Max Cavalera solta no mercado sua autobiografia My Bloody Roots. O músico conseguiu o que parecia impossível. Conquistou o mercado internacional ao lado de uma banda de heavy metal. Conseguiu o respeito de seus ídolos, onde muitos deles são ícones do gênero. Transformou o nome de sua banda em uma marca. Transformou seu sobrenome em uma marca. Sem duvidas, uma leitura obrigatória para os fãs de seu antigo grupo e para os fãs de rock n roll em geral.

O primeiro contato que tive com sua musica foi ainda nos meus tempos de infância, ouvindo o LP Beneath The Remains. A aquisição do vinil não era uma tentativa de soar vintage ou o que quer que seja. CD, naquela época, não existia. Musica digital, tampouco. Nossas opções eram o famoso bolachão ou as fitinhas cassetes. Gostava muito das fitas para ouvir minhas musicas preferidas no carro ou trocar gravações com os amigos.  Foi assim que descobri Manowar, Blind Guardian, Slayer etc. Mas na hora de comprar, optava pelo disco.

Era comum nos aniversários e natais, pedir aos meus pais ou ao meu irmão mais velho discos ou fitas de vídeo. Fui presenteado com itens do Sepultura duas vezes. Uma com o LD japonês Under Siege Live In Barcelona que custava uma fortuna na época e outra com o VHS Third World Chaos. Tinha duas camisetas do grupo que usava bastante também. Contrariando a tradição, as duas eram brancas. Uma era uma camiseta de manga longa com uma imagem da banda na época do Arise. A outras vinha com o símbolo do Sepultura em alto relevo. Ainda recordo de ter gravado do televisor a apresentação deles no Rock In Rio II e no Hollywood Rock ´94 (pelo menos o que a Globo transmitiu deles) e as musicas da fatídica apresentação na Praça Charles Muller, exibidas dentro de um Fúria Metal (programa da MTV, na época ainda apresentado pelo Gastão Moreira). Portanto, foi um choque para mim, quando Max anunciou sua saída do Sepultura. E foi um choque quando vi que a banda continuaria com outro cantor e com seu irmão na banda.

Banda se separou no auge

Continuo acompanhando o Sepultura. Sou um grande fã do Andreas Kisser e do Derrick Green (Iggor Cavalera, acho que não preciso nem falar...), mas naquela época, na minha cabeça, o Sepultura era a banda dos irmãos Cavalera. Se alguém me falasse naquela época que existiria Sepultura sem os dois, acho que teria gargalhado. Pra mim eles representavam para o Sepultura, o mesmo que Lars Ulrich e James Hetfield representavam (e ainda representam) para o Metallica. Portanto, um dos momentos que estava mais aguardando no seu livro seria justamente a explicação da sua decisão de largar a banda no auge. Muitas pessoas haviam dito que os músicos teriam pedido para que o rapaz escolhesse entre ficar com sua esposa e ficar com a banda. Isso me parecia um pouco cruel. Sempre achava que tinha algo mais. Sempre considerei Iggor Cavalera, Paulo Jr e Andeas Kisser pessoas de ótima índole, me parecia inimaginável que tivessem essa atitude, ainda mais sabendo que a esposa dele acabava de perder um filho. Não gosto de julgar algo do qual não fiz parte, mas é essa a impressão que o músico dá. A impressão de que colocaram o dinheiro acima do respeito pelo próximo. Triste!

Durante a escrita ele mantém sua maneira de falar, mantendo inclusive as gírias, o que deixa o livro com uma leitura suave, mesmo nos momentos mais pesados. Muitos disseram que ele pegou pesado nos ataques à seus ex-companheiros. Concordo que ele pegou pesado ao se dirigir à ex-esposa de seu irmão como piranha. Achei esse ataque desnecessário, assim como o fato de revelar que ela deu em cima dele, antes de se jogar para cima de Iggor. Em relação aos ex-integrantes não vi nada de demais. Ele rasgou elogios à Andreas e ao Jairo. Achei desnecessário também se dirigir ao Paulo Jr como ‘babaca’ em determinado momento, mas não contou nenhuma atitude que pudesse manchar a imagem do mesmo. Essa história dele não ter tocado nos primeiros álbuns do  Sepultura, seus fãs já estão careca de saber.

Max Cavalera nos brinda com diversas histórias de bastidores do grupo mais pesado de Belo Horizonte, mas passa um pouco batido na historia do Soulfly. Ele comenta sobre a escolha dos títulos, dos produtores, das participações, das mudanças de formações, mas gostaria de ter lido mais sobre curiosidades da estrada com a banda. Daria para ter ido mais além nessa segunda parte...

Músico fala com honestidade sobre suas mágoas e dificuldades em sua trajetória

O livro é bem sincero e revela problemas pessoais como seu vicio com álcool, suas experiências com drogas e a dificuldade de lidar com a morte de seu pai, com a morte de Dana e com o afastamento de seu irmão que durou quase uma década. Quando entrevistei Iggor Cavalera, perguntei quem era seu ídolo e ele me respondeu “Max Cavalera”. Já sabia que era questão de tempo até que os dois se reconciliassem. Fiquei feliz com a reaproximação dos dois e com o novo projeto que criaram juntos, o Cavalera Conspiracy. Fiquei feliz de ler o depoimento de Max de que ele está limpo, longe dos álcool e das drogas. Torço para que seja verdade!


Há ainda depoimentos interessantes de diversas personalidades como Dave Ghrol, Corey Taylor, Sharon Osbourne (sei que muitos não gostam dela, mas considero ótima empresária e a atitude dela na época da morte de Dana foi sensacional). O cantor ainda se preocupou em responder mais uma vez à infinita questão sobre a possibilidade de uma reunião com o Sepultura. Concordo que em algumas histórias daria para ter ido mais à fundo, mas certamente não deixa de ser uma leitura divertida e interessante desse que é um dos poucos que pode realmente ser considerado um ícone do metal brasileiro. Recomendado! 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os maiores festivais de rock do mundo

Por Rafael Menegueti

Nesse final de semana ocorre em São Paulo o Lollapalooza, a edição nacional de um dos maiores festivais de rock do mundo, idealizado pelo líder do Jane’s Addiction, Perry Farrell. Alias, o Brasil tem sido roteiro frequente de grandes festivais de música, como o Rock In Rio, o SWU, o próprio Lolla e o Monsters of Rock. Esse tipo de festival atrai milhares de fãs que passam o dia rodeados por palcos e atrações de todos os tipos, já que esses festivais sempre trazem algo a mais do que os shows.

Se aqui no Brasil os line-ups dos grandes festivais já nos fazem ficar empolgados, é porque a gente ainda não tem a variedade e a qualidade dos festivais do exterior, senão, a gente ia pirar. Onheça agora alguns dos festivais de rock mais importantes e interessantes do mundo:

Graspop Metal Meeting (Bélgica)

O palco do Graspop Metal Meeting em 2012
Desde 1996, na cidade de Dessel na Bélgica, ocorre o Graspop Metal Meeting, um dos melhores e mais variados festivais de metal da Europa. O publico anual gira em torno de quase 150 mil pessoas. Nomes como Iron Maiden, Black Sabbath, Kiss, Slipknot, Epica e Dimmu Borgir já estiveram entre as principais atrações. Ele também costuma ser transmitido pela internet. Esse ano, serão cinco palcos, e os principais headliners são Avenged Sevenfold, Black Sabbath e Megadeth. Ele ocorrera entre 27 e 29 de junho.

Imagem do flyer da edição 2014 do Graspop
Download Festival (Inglaterra)

O palco do Download, na Inglaterra
O festival que ocorre anualmente em Leicestershire, na Inglaterra, é o sucessor do Monsters of Rock inglês. Ocorre desde 2003 e é considerado o principal festival de rock do Reino Unido. O festival é bem variado, indo do hardcore ao Black metal entre suas atrações. Linkin Park, Bullet for My Valentine, Iron Maiden, Slipknot (que inclusive lançou um DVD gravado lá) e Guns ‘N Roses já foram headliners. Esse ano Avenged Sevelfold novamente, Aerosmith, Rob Zombie e Within Temptation estão entre as principais atrações.

70000 tons of Metal (Miami, EUA)

O palco principal do 70000 Tons of Metal, 
Esse festival é no minimo interessante. Tratasse de um cruzeiro que sai de Miami, no navio MS Majesty of the Seas, e conta com varias bandas que tocam durante o percurso em alto mar. São cinco dias e duas áreas diferentes onde os fãs podem conferir duas apresentações de cada banda, alem de conviver com os músicos durante a viagem. Foram quatro edições até hoje, a primeira em 2011. Entre as bandas que já embarcaram estão Lacuna Coil, Stratovarius, Kamelot, Blind Guardian, Delain, Epica, Symphony X, entre muitos outros. Ainda não há confirmações para a edição 2015 do evento.

O MS Majesty of the Seas, navio onde ocorre o festival

Wacken Open Air (Alemanha)

Os lendários palcos do Wacken Open Air
Essa é a terra santa dos metaleiros. O maior festival do mundo, sem sombra de duvidas. Começou em 1990 como um festival pequeno, com poucas bandas, nem muito populares, na pequena cidade de Wacken, na Alemanha. Ao longo dos anos foi crescendo, e em 98 já era um dos maiores festivais do verão europeu. O festival tem de tudo, bandas novas disputando o Metal Battle (duas bandas brasileiras já venceram a competição, o Torture Squad e o Tuatha de Danann), lojinhas com camisetas, CDs e acessórios das bandas, e fãs de todo o mundo, criando uma atmosfera de encontro mundial de metaleiros e figurões. Varias bandas já lançaram DVDs com shows gravados lá, entre elas o Lacuna Coil, o Nightwish, Twisted Sister, Ministry e por aí vai. São três dias de festival, geralmente no inicio de agosto, onde todos os estilos de heavy metal se encontram. O publico costuma beirar a casa das centenas de milhares, e a cada ano o festival vai se espandindo. Em 2014, entre as principais atrações estão Avantasia, Arch Enemy, Motörhead, Megadeth, Saxon, Children of Bodom, Apocalyptica e Amon Amarth.