sábado, 15 de fevereiro de 2014

5 casais famosos do rock!

por Rafael Menegueti

Ontem foi comemorado em muitos países o “valentines day”, a versão gringa do dia dos namorados. Pra aproveitar essa deixa, vou deixar de lado as discussões e analises musicais pra fazer um post um pouco mais, digamos, “coluna social” (ou fofoca, se preferir). Isso para mostrar pra vocês cinco casais famosos do universo do rock e metal.

Cristina Scabbia (Lacuna Coil) e Jim Root (Slipknot, Stone Sour)


Os dois começaram a namorar em 2006. antes, Cristina namorava o seu companheiro de banda Marco Zelati, com quem rompeu em 2004. Ficaram noivos há alguns anos (não encontrei informações sobre se eles se casaram), e é comum Cristina acompanhar Jim em suas turnês.

Simone Simons (Epica) e Oliver Palotai (Kamelot)


Depois que Simone terminou seu relacionamento com o líder de sua banda, Mark Jansen, ela engatou um relacionamento com Oliver Palotai, da banda Kamelot. Os dois são bastante reservados quanto a sua vida pessoal. Ano passado, Simone e Oliver tiveram seu primeiro filho, Vincent.

Liv Kristine (Leaves’ Eyes, Ex-Theatre of Tragedy) e Alexander Krull (Atrocity, Leaves’ Eyes)


Esses são um casal de longa data, casados há onze anos e com um filho, Leon Alexander. Os dois seguem o mesmo estilo de vida, são vegetarianos e Alexander ainda produz a carreira solo de Liv.

Chad Kroeger (Nickelback) e Avril Lavigne


Esses dois se conheceram por conta de uma parceria musical. Os dois trabalharam juntos compondo músicas para o mais recente álbum da cantora, e se apaixonaram. Acabaram se casando no fim do ano passado. Recentemente revelaram o desejo de terem um filho juntos.

Gavin Rossdale (Bush) e Gwen Stefani (No Doubt)



O romance desses dois também é antigo. Gavin e Gwen são casados desde 2002. em 2004 uma crise no relacionamento ocorreu quando foi descoberto que Gavin tinha uma filha de um relacionamento anterior. Mas eles superaram esse problema e continuam firmes desde então. Recentemente o casal anunciou que Gwen está grávida do terceiro filho do casal.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Angra: Angels Cry 20th Anniversary Tour DVD


Por Davi Pascale

Acaba de chegar às lojas o segundo DVD ao vivo do Angra. Na minha opinião, uma das melhores bandas de heavy metal do Brasil. Para mim, os grupos que estão no mesmo nível (embora não pertençam à mesma vertente) são o Dr. Sin, o Sepultura e o Korzus. Os caras fizeram vários discos de altíssimo nível (tudo bem, os dois últimos foram menos inspirados, concordo), possuem excelentes instrumentistas e conseguiram conquistar uma legião de fãs bem fiéis. Perfeito, não é? Bem, nem tanto!

Os músicos sempre tiveram dificuldade em manter uma formação estável. E as saídas são sempre polêmicas, o que faz com que algumas pessoas criem uma certa antipatia com os rapazes. Muitos questionam sobre uma possível volta do Andre Matos ao Angra. Sei que irão me crucificar, mas depois do que vi nas ultimas apresentações dele, torço para que não ocorra. André não consegue mais atingir varias notas que atingia e os falsetes dele estão cada vez piores, muitos simplesmente não saem. Tendo em vista, tudo o que ele construiu com os rapazes, é melhor que não retorne, senão irá frustrar. Tenho enorme respeito pelo Andre, mas ele não atravessa uma boa fase.

Fabio Lione, por outro lado, é um dos grandes vocalistas da cena metal atual. Sempre me chamou a atenção. Tanto no Rhapsody quanto no Vision Divine. E, certamente, é o melhor cantor que já passou pelo Angra. A maioria das notas que Andre e Edu faziam no falsete, Lione faz no gogó. São pouquíssimas as vezes que recorre ao recurso. A versão de “Nothing To Say”, por exemplo, ficou matadora. Sem contar que ele tem um domínio vocal muito superior. Sem duvidas, uma escolha acertada. Espero que continue na banda.

O setlist é bem dosado e passa por todos os discos. Eu, particularmente, gostaria de ter escutado algumas coisas que ficaram de fora como “Streets of Tomorrow”, “Metal Icarus” e “Angels And Demons”, mas não dá para dizer que é um repertório fraco. Longe disso! Em relação aos músicos, a banda está bem entrosada. Ricardo Confessori, que costuma ser massacrado por muitos seguidores, fez uma bela performance. Falar que Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt são grandes guitarristas é chover no molhado, então não perderei meu tempo.

Tarja Turunen deu aula de interpretação em "Stand Away"

Como se não bastasse a atuação de Fabio Lione, os caras trouxeram algumas participações especiais muito interessantes. Almicar Christofaro, conhecido por seu trabalho no Torture Squad, interpretou “Evil Warning”. Embora esteja acostumado com um estilo distinto, o rapaz se saiu bem. De brasileiro, teve também a participação (dispensável) da Familia Lima. Não acrescentaram nada. Nem pra mais, nem pra menos. Poderiam ter utilizado um sampler que daria no mesmo. O mais legal, contudo, são as atrações internacionais. A musa Tarja Turunen cantou duas faixas: “Stand Away” (onde brilhou com uma performance impecável e capaz de deixar os ex-vocalistas envergonhados – e olha que os caras são bons) e “Wuthering Heights”. Essa ultima, achei a parte vocal razoável. A moça se saiu bem, mas achei a linha operística de Lione estranha. No hit de Kate Bush tivemos ainda outra participação especialíssima: o grande guitarrista Uli Jon Roth. Outro que dispensa comentários. Se você nunca ouviu esse cara tocar, apenas duas palavras: corra atrás!

Gravado numa noite inspirada, em um HSBC lotado e com uma platéia empolgada, o item se faz necessário na coleção de qualquer fã que se preze. Com uma bonita embalagem, extras interessantes (embora curtos) e excelente qualidade de gravação, o DVD tem de tudo para agradar seus seguidores. Quanto ao Angra, espero que eles consigam dar a volta por cima e consigam estabilizar a formação. Torço para que voltem ao topo!

Nota: 08/10
Status: Empolgante!

Faixas:
      01)   Angel´s Cry
      02)   Nothing to Say
      03)   Waiting Silence
      04)   Lisbon
      05)   Time
      06)   Millenium Sun
      07)   Winds of Destination
      08)   Gentle Change
      09)   The Voice Commanding You
      10)   Late Redemption
      11)   Reaching Horizons
      12)   A Monster In Her Eyes
      13)   No Pain For The Dead
      14)   Stand Away
      15)   Wuthering Heights
      16)   Evil Warning
      17)   Unfinished Allegro/Carry On
      18)   Rebirth
      19)   In Excelsis/Nova Era
      20)   Gate XIII

      21)   Coroa Imperial/Caça e Caçador (Extras)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O inferno do As I Lay Dying

por Rafael Menegueti
Os membros do As I Lay Dying, com Tim Lambesis ao centro
Considerada uma das maiores bandas de metalcore do mundo, o As I Lay Dying foi formado por jovens cristãos em San Diego, nos Estados Unidos. A banda lançou sete álbuns de estúdio e em todos eles encontramos a base do que a banda sempre foi: uma banda pesada, agressiva no som, mas que busca passar mensagens de reflexão e apoio aos seus ouvintes. A crença dos seus integrantes no cristianismo sempre foi aberta e declarada, de forma que a banda chega a ser considerada uma banda de metal cristã, mesmo não tendo mensagens religiosas em suas músicas, apenas referencias ao evangelho.

Adeptos de um discurso centrado e sereno, foi surpreendente ver como as coisas mudaram de maneira turbulenta para eles no último ano. O vocalista Tim Lambesis, de bom moço do metal, passou a ser uma figura controversa e irreconhecível. E ninguém consegue entender o porque disso tudo.

Tudo começou quando, em 7 de maio de 2013, Tim foi preso sob acusação de ter pagado um assassino de aluguel para matar sua ex-esposa, Meggan Lambesis. O plano teria sido descoberto antes de ser executado, e Lambesis virou o centro de um mistério que ninguém, nem os próprios companheiros de banda conseguem explicar.

Conforme o tempo passa, as informações sobre o que aconteceu vão ficando cada vez mais confusas. O que teria motivado o vocalista conhecido por sua posição religiosa a tramar a morte de sua ex-mulher? Segundo a própria, Tim já nem era mais tão religioso. Em entrevista, Meggan chegou a afirmar que Tim estava mudado. Ele desenvolveu um estranho vicio por musculação, passou a usar esteróides, se isolou da família e perdeu a crença em Deus.

O casamento dos dois havia ruído em setembro de 2012, e Lambesis havia seguido em turnê com a banda, até que, após voltar aos EUA, foi preso. Nenhum dos membros do As I Lay Dying conseguiu explicar o que ocorreu. Pelo Facebook, a banda apenas afirmou “saber tanto dos fatos quanto todos vocês (fãs da banda)”. Em audiência, Lambesis se declarou inocente. Após pagar fiança e ser solto, o músico postou uma extensa nota em seu blog, onde tentou falar sobre o ocorrido, pelo menos o que o tribunal permitia que ele dissesse, mas horas depois o post foi apagado.
Tim Lambesis durante audiência nos EUA
Nele lia-se varias referencias literárias de textos que o músico vinha estudando, mas sem muito contexto. A única parte que parece fazer mais sentido, era um trecho onde ele afirmava que, após anos de tentando defender suas crenças, não era possível que ele se afirmasse cristão diante das evidencias, e que esses pensamentos estavam presentes em parte das letras do álbum Awakened, ultimo lançado pela banda.


Após duas audiências adiadas, a mais recente em janeiro desse ano, ainda não ficou totalmente claro o que houve. Nem mesmo está claro se Tim realmente cometeu o crime do qual é acusado. Em meio à nuvem de duvidas, os fãs da banda estão atordoados e sem saber o que pensar ou acreditar. Nem mesmo os outros membros da banda se pronunciam sobre isso. Resta esperar os próximos capítulos dessa novela, e torcer pra que as coisas fiquem mais claras, pelo bem de todos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pearl Jam: Live At The Showbox DVD (2003)



Por Davi Pascale

Hoje venho com uma dica bem legal. Item de colecionador mesmo. Trata-se de um DVD do Pearl Jam que, embora seja um lançamento oficial, não chegou a ir para as lojas, tendo sua venda restrita no site oficial da banda. Live at the Showbox foi lançado em 7 de Maio de 2003 pelo selo Ten Club. O show foi gravado em 12 de Dezembro de 2002 em um pequeno clube de Seattle chamado Showbox. Com um ar bem intimista, o grupo mostra em primeira mão várias canções de seu então novo álbum “Riot Act”, alguns lados B´s e alguns poucos hits.

Antes de iniciarem a primeira canção da noite, “The Elderly Woman Behind The Courtain In a Small Town”, Eddie Vedder canta o refrão de “Time Is On My Side” dos Rolling Stones a capella. Não demora muito para que todo o clube comece a cantar junto. Era um modo de dizer que eles estavam ali para se divertirem, curtirem alguns ótimos momentos. O show começa bem calmo com 4 baladas, sendo que “Thumbing My Way” era executada pela primeira vez na história do conjunto. Mas das quatro canções escolhidas, minha preferida é “Thin Air” que conta uma interpretação bem inspirada de Vedder.

É somente na quinta música, “Breakerfall”, que o lado mais rock n roll do grupo aparece. E é justamente esse tipo de atitude que faz a aquisição desse material interessante para seus fãs. O que temos aqui não é mais um show dos sobreviventes do grunge interpretando seus números clássicos para uma platéia gigantesca. É exatamente o contrario. O show é gravado em um local bem pequeno e contava com amigos e fãs mais fanáticos. O set não é predominado por hits. Para falar a verdade, esse é um dos poucos shows do Pearl Jam que conheço onde eles não executam nenhuma musica de seu álbum de estréia. Ou seja, é um show atípico. E por isso mesmo, torna-se um item necessário na coleção de seus fãs.

Show apresenta setlist diferenciado

Isso acontecia justamente porque essa não era uma apresentação da turnê do disco. É o que os artistas gostam de chamar de Warm Up. É mais ou menos como um teste. Muitos grandes artistas fazem isso antes de entrar em uma turnê. Com isso, podem testar canções lado B e ver qual delas traz melhor reação do publico, podem descobrir qual é a canção de seu novo disco que os fãs mais curtiram e até testar aquela musica que você tinha duvida se ela realmente funcionaria ao vivo. A partir desses resultados, elaboram o set definitivo de seus shows.

Essa era a segunda apresentação que eles faziam na casa e a ultima de uma serie de 4 shows que realizaram como um aquecimento da turnê. Entretanto, engana-se quem acredita que a apresentação é fria. É claro que esse vídeo não é recomendado para iniciantes e nem para aquele cara que quer ter um único registro do grupo. Mas quem é fã de carteirinha, irá delirar com o material que traz vários momentos marcantes.

O primeiro deles ocorre durante a execução de “Daughter”. No final da canção, Eddie Vedder faz sua primeira crítica contra à política dos Estados Unidos ao citar “War” de Edwin Starr junto com uma platéia extasiada. O cantor gritava com raiva “War! What´s Good Far? No More! No More!”. (“Guerras! Para que elas servem? Chega! Chega!”). Para quem não se lembra, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, havia lançado uma guerra contra ao terrorismo por conta dos atentados do 11 de Setembro, autorizando uma invasão no Afeganistão e no Iraque. Tal atitude dividiu opiniões entre os norte-americanos.

Antes de “Rearviewmirror”, o cantor lançou mais uma ao declarar: “Desculpe-me se ofendi meus amigos militares, mas eu realmente não acredito em guerras. O que precisamos nesse momento é de esperança, por mais difícil que seja. Somente a esperança pode acabar com a guerra”. Outro momento marcante foi a volta ao primeiro bis com “Bush Leaguer”, uma critica ao governo de George W. Bush. Apesar da letra, o mais marcante foi a volta de Eddie Vedder ao palco trajando uma mascara com o rosto do presidente, ironizando o mesmo. Esse número ocorreria com freqüência na turnê dos rapazes no ano seguinte.

Vídeo é marcado por críticas ao governo Bush

Essas atitudes não deixam de ser corajosas. Basta lembrar que o grupo country Dixie Chics teve suas musicas proibidas de serem veiculadas na radio e apresentações canceladas porque disseram em um programa de TV que não concordavam com essa guerra. Na apresentação que o Pearl Jam realizou em Denver nessa época, muitos fãs abandonaram o local depois de ver o vocalista atravessar a mascara de Bush no microfone. Essa cena também está presente nesse vídeo.

Na época de seu lançamento, esse era o primeiro DVD que os rapazes lançavam com uma apresentação na integra. Somente em 2004, um ano e meio depois, é que eles colocariam nas lojas o DVD duplo “Live At The Garden”, já bem conhecido entre os fãs.

O set fecha com um cover do The Sonics, “I Don´t Believe In Christmas”. Tenho certeza que essa atitude também incomodou muitos conservadores. Afinal, eles estavam há menos de 15 dias do Natal. Como faz falta uma banda com a atitude do Pearl Jam no Brasil...

Tracklist:

01) Small Town
02) Off He Goes
03) Thumbing My Way
04) Thian Air
05) Breakerfall
06) Green Disease
07) Courduroy
08) Save You
09) Ghost
10) Cropduster
11) I Am Mine
12) Love Boat Captain
13) God´s Dice
14) Half Full
15) Daughter
16) You Are
17) Rearviewmirror
18) Bushleaguer
19) Insignificance
20) Betterman
21) Do The Evolution
22) Yellow Ledbetter
23) Soon Forget
24) Don´t Believe In Christmas

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Shows: Kamelot – Carioca Club, São Paulo, 09 de fevereiro de 2014

Por Rafael Menegueti

Definitivamente os fãs do Kamelot que estiveram no Carioca Club no último domingo não têm do que reclamar. A banda mais influente do metal sinfônico deu um show digno pra quem desconfiava que a banda já não era mais a mesma. Isso diante de uma casa abarrotada de fãs, que mesmo sofrendo com o calor, não pouparam energia, pularam e cantaram durante todo o show.

A banda esteve no Brasil divulgando o seu mais recente trabalho, “Silverthorn”, que já foi resenhado a algumas semanas no blog. Os fãs brasileiros puderam conhecer o novo vocalista, o sueco Tommy Karevik. Embora muitos ainda sintam falta do excelente Roy Khan, é inegável que Tommy é um grande vocalista e, diferente do que muitos pensam, tem uma ótima presença de palco. Ele definitivamente foi a escolha certa para a posição.

Não foi fácil conter a ansiedade nos longos minutos que antecederam o show. A banda demorou um pouco para subir no palco, mas quando o fez, levaram o publico ao delírio. A banda abriu com Torn, faixa que não sei se é uma boa música para começo de show, mas até que serviu para esquentar o publico. Ao longo de quase duas horas de show, a banda destilou sucessos de varias épocas. Não faltaram os principais hits, como Rule the World, The Haunting (Somewhere In Time), alem de clássicos como Karma e Forever.

A presença da vocalista do The Agonist, Alissa White-Gluz deu ainda mais luz à apresentação, embora em certos momentos, seus vocais tenham sido meio imperceptíveis em meio a todos os outros instrumentos. Mesmo assim nas partes com vocais femininos ela simplesmente roubou a cena, como nas canções Sacrimony (Angel of Afterlife) e Veritas. Chutando pra escanteio o mito de que ela seria antipática, ela foi extremamente carismática no palco. Sem falar que o encerramento com a faixa March of Mephisto foi fenomenal.
Tommy Karevik e Alissa White-Gluz
Outros bons momentos ficaram por conta de faixas mais intimistas, como Song for Jolee e Don’t You Cry. O guitarrista Thomas Youngblood interagia o tempo todo com o publico e formava uma boa dupla com Karevik. Os dois até arriscaram uns truquezinhos de mágica com as palhetas para descontrair. Bem humorados, ganharam o publico esbanjando simpatia e carisma. Inclusive este que vos escreve teve a sorte de pegar uma das palhetas de Thomas.
O guitarrista Thomas Youngblood em ação
Com um setlist bem escolhido e a performance de músicos que continuam tocando muito bem, o Kamelot deu aos fãs o que eles mais queriam: Um grande show e a certeza de que mesmo com a saída do Roy Khan, a banda continua viva e afiada. Tommy Karevik vai aos poucos espantando o estigma de “substituto do ídolo” e garantindo seu espaço no coração dos fãs, e a banda vai garantindo vida longa e próspera pela frente.

Nota: 8/10

Setlist

Torn
Ghost Opera
The Great Pandemonium
Veritas
Center of the Universe
Soul Society
Song for Jolee
Rule the World
Drum Solo
When the Lights are Down
Sacrimony (Angel of Afterlife)
The Human Stain
Don't You Cry
My Confession
Keyboard Solo
Keyboard / Drum neo-classicsl theme
Forever

Encore:

Bass Solo
The Haunting (Somewhere in Time)
Karma
March of Mephisto


Fotos retiradas da pagina: http://wikimetal.uol.com.br/site/kamelot-em-sao-paulo/

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Peter Criss – Makeup to Breakup (Livro)






Por Davi Pascale

George Peter John Criscoula é o integrante mais velho do Kiss. Conhecido por ser o mais rebelde, o baterista que já se aproxima dos 70 anos, sempre foi menosprezado pela critica, pelos fãs e, em algumas ocasiões, pela própria banda. Em sua autobiografia, o terceiro musico do conjunto a se aventurar nesse universo, relata sua história, suas magoas, suas conquistas e desmistifica muitas bobagens que afirmam por aí.

Incrível que o pessoal continue afirmando bobagens nas resenhas do livro. Assim que o livro foi publicado li um texto onde o autor dizia que o livro tinha podre para todos os lados, que o rapaz afirmava da bissexualidade de Ace Frehley e da homossexualidade de Paul Stanley. Ou o cara quis causar polêmica, ou ele não leu o livro. Realmente o livro é bem revelador. Muitas histórias de bastidores (algumas engraçadas, outras trágicas), muitos depoimentos sobre as gravações, sobre seu vicio com alcool e drogas. Agora... Em nenhum momento, Peter afirma que Paul Stanley é gay. Ele diz que ele sempre teve suspeita porque achava ele delicado. Refere-se ao Starchild como Paulie (algo como Paulinha) em vários momentos, mas era um modo de dizer que ele era fresco em relação à atitudes. Utiliza quase sempre quando conta algum momento que considerava ataque de estrelismo do rapaz. Pode ser que Stanley seja gay? Pode, mas não será aqui que você terá a confirmação (quem sabe ele revele em sua autobiografia que sai em Abril?). Quanto à Ace ser bissexual, o Gene Simmons já tinha afirmado isso em sua autobiografia Kiss And Makeup lançada em 2000. Ou seja, quem é fã do Kiss, já sabe há tempos...


Momentos intensos marcam sua trajetoria dentro e fora do Kiss

Peter Criss sempre disse que ele veio de uma família pobre, que foi criado no Brooklyn e que tinha pertencido à uma gangue na adolescência. Ele mantém esse tom ríspido durante a narrativa. Ler o livro é como se estivéssemos ouvindo o rapaz a contar suas histórias. Ele manteve seu estilo de falar na escrita. De todos os momentos pesados, o que irá mexer mais com a cabeça dos fãs, acredito que seja seu depoimento sobre Mark St John (falecido guitarrista do Kiss que gravou o álbum Animalize). Os dois músicos fizeram uma demo juntos nos anos 90 e Peter diz ter ficado assustado ao entrar no quarto do musico e encontrar varias revistas pornográficas espalhadas no chão, todas elas com garotas que aparentavam serem menores de 18 anos na capa. Disse que a imagem era perturbadora.

Um boato que sempre diziam era de que ele não havia gravado os álbuns Dynasty e Unmasked porque não era bom musico o suficiente. Aqui, ele explica que ele não foi ao estúdio gravar porque ele não queria mais olhar para a cara da dupla Stanley e Simmons. Peter afirma que ele já queria sair da banda no inicio de 1978, mas que os músicos e o empresário, o convenceram a continuar mais um tempo para ver se as coisas se acalmavam. Já que em 78, não haveria centenas de shows e os álbuns seriam os trabalhos solo onde um não iria interferir no álbum do outro, topou. A única coisa que teriam que fazer juntos seria o filme Kiss Meets The Phantom of the Park. Sendo assim, quando retornaram as atividades ele estava levando em banho maria. Fazendo somente aquilo que fosse necessário. As feridas ainda não estavam cicatrizadas. Quando foi para a turnê, a situação piorou. Peter e Gene brigaram feio nos bastidores e o musico decidiu que não dava mais. Mesmo assim ele quis retornar para o Unmasked, mas no dia em que ele iria pedir uma segunda chance, segundo ele foi, expulso da banda. 


Musico não poupa criticas à seus colegas de banda
Peter Criscoula fez um relato honesto. Não escondeu as traições de suas esposas (nem por parte dele, nem por parte delas), não escondeu seu vicio com álcool, seu vicio com drogas, o dinheiro que perdeu com as drogas, o dinheiro que perdeu comprando futilidade para as esposas. Chega a comentar até de uma tentativa de suicídio. Sua maior magoa, contudo, é em relação ao pagamento que recebia em relação ao Kiss. Diz que os músicos nunca o pagaram para continuarem utilizando sua maquiagem. Que tanto no retorno de 1996, quanto nas apresentações de 2003, ele ganhava menos do que os guitarristas (Ace Frehley e Tommy Thayer, respectivamente). Dizia que já sabia que não iria ganhar o mesmo do que Gene e Paul, mas que ele acreditava que os outros 2 deveriam receber quantias iguais. E, principalmente, sentia magoa por ser tratado como um contratado nos tais retornos. Ele desejava ter uma relação mais próxima já que havia feito parte da historia inicial.

Embora tenha vivido momentos intensos com droga, bebidas e orgias, o musico aparenta ser uma boa pessoa. Sempre procurou estar próximo de sua filha, sempre deu importância para a família e sempre se dirigiu aos fãs com respeito. Mesmo tendo sido um dos responsáveis pela criação da sonoridade clássica do Kiss e tendo sido uma grande influencia para diversos músicos, muitos tratam ele com preconceito por não ser um virtuose. Quem sabe agora, conhecendo sua trajetória mais a fundo, começam a dar um pouquinho de valor para o rapaz? Ele merece!


Nota: 10/10

Status: Revelador

domingo, 9 de fevereiro de 2014

50 anos de Beatlemania



Por Davi Pascale

Em 9 de Fevereiro de 1964, os Beatles fizeram sua primeira apresentação no Ed Sullivan. Era a primeira vez que os rapazes de Liverpool pisavam nos Estados Unidos. A canção “I Want to Hold Your Hand” havia atingido o primeiro lugar nas paradas na terra do Tio Sam.  Portanto, os músicos já esperavam serem bem recebidos, mas certamente não esperavam toda a euforia que iriam encontrar.

A apresentação do grupo no programa televisivo ainda é um dos maiores índices da historia. A única transmissão que superou a apresentação de John, Paul, George e Ringo foi a transmissão da chegada do homem na Lua. Estima-se que 73 milhões de pessoas tenham acompanhado a performance do grupo britânico. Houve, inclusive, um dado curioso onde a policia de Nova York afirmou que enquanto os Beatles tocavam não houve nenhum registro de ocorrência na cidade. Honestamente, acho essa historia um tanto bizarra. Fica por sua conta, acreditar ou não acreditar...

De todo modo, o ano de 64 é considerado o ano da beatlemania. Existe uma comedia dirigida pelo cineasta Steven Spilberg que retrata essa visita. Lógico que essa película (vendida no Brasil como Febre da Juventude) não deve ser levada ao pé da letra. É uma obra ficcional, mas certamente nos dá uma dimensão da euforia e do fanatismo que os rapazes vivenciavam. Garotas gritando histericamente nos shows, nos hotéis, todo o marketing em cima do nome do conjunto que não parava de crescer, os jovens imitando o corte de cabelo e as roupas...  Está tudo ali. É uma maneira divertida dos mais jovens entenderem um pouquinho do quão forte foi o impacto deles na cultura pop. Outra alternativa é correr atrás do DVD The First U.S Visit ou até mesmo assistir ao longa A Hard Day´s Night (conhecido no Brasil como Os Reis do Iê Iê Iê) que também mostra um pouquinho de toda essa febre.

Apresentação no Ed Sullivan tornou-se um marco da televisão

O impacto dos fab four foi grande e atravessou barreiras. Várias bandas que surgiram depois se diziam influenciadas pelo quarteto. De Pink Floyd à Kiss. De Oasis à Gotthard. Até mesmo no Brasil. Embora nunca tenham se apresentado por aqui, a influencia deles na musica brasileira foi e ainda é grande. Seja no trabalho de Erasmo Carlos, Renato e Seus Blue Caps ou Ronnie Von na época da Jovem Guarda. Seja na psicodelia que permeava o Tropicalismo. Seja no pop do Kid Abelha ou no rock do Cachorro Grande. Em qualquer um deles, ouvindo com atenção, encontraremos referencias ao grupo britânico.


Hoje, completa-se 50 anos desse marco e o momento não passará batido. No dia 27 de Janeiro foi gravado no Los Angeles Convention Center um concerto que recebeu o nome de The Night That Changed America: A Grammy Salute to Beatles. O produtor Ken Ehrlich explicou que a idéia não é recriar, apenas celebrar.  Entre os artistas que participaram do evento estão nomes como Stevie Wonder, Alicia Keys, Jeff Lyne, Dave Ghrol, Katy Perry, além de Ringo Starr e Paul McCartney. A atração irá ao ar hoje nos Estados Unidos, onde o programa será exibido pelo canal CBS. Além dessa homenagem, David Letterman também resolveu homenagear a data levando vários artistas para se apresentarem no seu programa cantando musicas dos Beatles. Divulgada como Beatles Week, a homenagem de Letterman recebeu artistas do porte de Lenny Kravitz e Sting. Agora só nos resta torcer para que alguma emissora transmita o show por aqui.