segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Elvis Presley: Primeiro Show Via Satélite




Por Davi Pascale

Este ano, celebra-se 30 anos dessa que é uma das mais famosas apresentações de Elvis Presley e, consequentemente, uma das mais famosas da historia do rock. O show do Hawaii, conhecido por ser o primeiro concerto a ser transmitido via satélite. Como parte da comemoração, o disco Elvis: Aloha From Hawaii Via Satellite foi colocado de volta ao mercado no inicio do ano em uma versão de luxo, mais conhecida como “Legacy Edition”.


A apresentação conhecida mundialmente ocorreu no dia 14 de Janeiro de 1973. Entretanto, vale lembrar uma curiosidade. Os Estados Unidos não receberam a transmissão ao vivo. O show só foi exibido na terra do Tio Sam no dia 4 de Abril, quase 3 meses depois. A razão? Naquela época, o filme Elvis On Tour estava nos cinemas e existia uma preocupação de que o evento pudesse atrapalhar as bilheterias. 


No final de 1972, Elvis Aaron Presley estava gordo. Seu visual estava bem longe daquela imagem de rapaz conquistador da década de 1950. Ao saber que seria assistido por inúmeros admiradores ao redor do mundo, o artista resolveu perder peso. Há quem diga que essa queima de calorias teve uma forcinha de remédios para emagrecer, o que para aqueles que conhecem um pouquinho de sua biografia, não seria nenhuma grande novidade. Inúmeros autores acusam o cantor de ser hipocondríaco.

Capa do famoso disco


Por conta do lançamento em LP, para uma maior segurança, optaram por gravar as duas noites. A primeira apresentação, ocorrida em 12 de Janeiro, também foi registrada. Caso alguma coisa desse errado, teriam de onde recorrer para finalizar o álbum. Não deu! Esse registro, contudo, não ficou perdido. O material foi lançado posteriormente com o nome de The Alternate Aloha e está presente no segundo CD da Legacy Edition .


Como toda boa história, há uma polêmica por trás. O numero de telespectadores é algo infinitamente discutido. Coronel Parker, empresário de Elvis, afirma que o show foi assistido por mais de um bilhão de pessoas. Há vários estudiosos, entretanto, que dizem que esse número não é real. Esses profissionais se agarram ao fato de que a transmissão não foi exatamente mundial. Segundo consta, 28 de 140 países teriam acompanhado o espetáculo. Há quem diga que foram 40 países. De todo modo, 1 bilhão significaria 1/3 da população mundial assistindo ao Elvis Presley. Há quem encare esse dado como um feito histórico. Há quem encare como cascata. Vai de você... 


Uma pesquisa que me deixou confuso é que vários autores internacionais dizem que não houve transmissão em nenhum país da America do Sul e já vi varias pessoas ligadas aos fã-clubes brasileiros comentando que o concerto foi exibido no Brasil. Quem será que está errado nessa história?


Vale lembrar que apenas um ano antes, havia sido o lançado o LP ao vivo “Elvis as Recorded At Madison Square Garden”, portanto, havia uma preocupação muito grande na escolha do setlist. Não dava para fazer as mesmas músicas. Com isso, algumas alterações foram feitas. Algumas canções de sua temporada em Las Vegas vieram para o repertorio, assim como algumas canções country e o seu mais novo hit “Burning Love” (que muitos afirmam que o cantor odiava).

Elvis emagreceu para a gravação


Esse é o primeiro show transmitido via satélite, mas não é a primeira experiência musical. Em 1967, os Beatles lançaram a música “All You Need Is Love” através desse formato. É bem provável que a idéia tenha nascido daí. Aliás, os quatro rapazes de Liverpool foram homenageados pelo “rei do rock” com uma bela interpretação de “Something” durante o concerto.


Polêmicas à parte, trinta anos depois, o show ainda impressiona. A afinação e o carisma de Elvis é invejável. Os músicos também eram fantásticos. O fator que mais me impressiona, contudo, é a facilidade com que Elvis Presley transitava entre diversos estilos. Indo do country ao gospel. Das baladas ao rock. Tudo isso, sem perder a identidade, sem deixar o espetáculo desconexo e sem soar caricato. Algo realmente para poucos. Para quem tiver curiosidade de conferir o material, existe não apenas o CD como o DVD. A melhor prensagem em vídeo é o Elvis From Hawaii – Deluxe Edition, editado em 2004. Essa edição tem simplesmente todas as imagens que existem desse período e a qualidade da gravação é fantástica. Corra atrás que vale a pena!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Nightwish – Showtime, Storytime

Por Rafael Menegueti

A nova formação do Nightwish

Em setembro de 2012, em meio a uma turnê norte-americana, o Nightwish surpreendeu seus fãs com a notícia de que novamente a banda estava sem vocalista. A sueca Anette Olzon, que havia entrado em 2007 para substituir a primeira vocalista da banda, Tarja Turunen, estava fora. A banda e a vocalista alegaram diferenças mutuas que impossibilitaram a permanência dela da banda. Uma situação estranha e que relembrou a saída de Tarja em 2005, quando os fãs ficaram igualmente chocados com a situação.

A saída de Anette, no entanto, foi diferente. Eles precisavam continuar com a turnê. Dessa forma eles decidiram convidar a vocalista holandesa Floor Jansen (ReVamp, ex- After Forever) para seguir em frente. E o resultado disso é o que os fãs podem conferir com o lançamento do box “Showtime, Storytime”. Em dois DVDs/Blu-rays e dois CDs, a banda apresenta o show que o grupo realizou no Wacken Open Air 2013, na Alemanha, alem de um excelente documentário sobre a turnê do álbum “Imaginaerum” após a entrada de Floor na banda.

O documentário de chama “Please Learn the setlist em 48 hours” (“Por favor, aprenda o setlist em 48 horas”, em português), que foi exatamente a frase que Floor deve ter ouvido ao aceitar o convite. O documentário mostra toda a tensão do momento em que a banda se separou de Anette e da chegada de Floor aos Estados Unidos. De certa forma, é possível perceber que ele também serve para defendar a banda e seu líder Tuomas Holopainen, das criticas recebidas sobre a forma como ele trata os conflitos internos da banda. Agora os fãs vão poder avaliar se ele realmente agiu de maneira desrespeitosa ou não.

Mas o principal objetivo desse lançamento é comemorar o sucesso da turnê e a entrada de Floor no grupo. Portanto, eles não se aprofundam mais do que isso no assunto da saída de Anette Olzon. E o foco passa ser na nova e consagrada vocalista holandesa, que foi recebida muito bem pelos fãs. Todo o sucesso dessa iniciativa pode ser visto no show gravado no festival Wacken Open Air.

A vocalista Floor Jansen durante o show no Wacken Open Air, que pode ser visto em "Showtime, Storytime"
Como de costume, a banda mostrou que sabe comandar uma grande platéia sem precisar de muito. O show não teve nada de espetacular com relação a decorações e artifícios no palco. Foi um típico show da turnê. Talvez o setlist do show tenha sido o mais pensado para tal momento. A banda priorizou seus trabalhos mais consagrados e recentes. Não faltaram os grandes sucessos, como “Nemo”, “Wish I Had An Angel”, “Amaranth” e “Storytime”. Outras músicas populares do grupo, casos de “Ghost Love Score”, “I Want My Tears Back”, “Dark Chest of Wonders” e “Bless the Child”, também estiveram no setlist. Ver todas essas músicas na voz de Floor Jansen é um atrativo a mais para os fãs que conferirem o DVD/Blu-ray.

Nota: 8,5/10
Status: Excelente

Setlist do Show:

01. Dark Chest Of Wonders
02. Wish I Had An Angel
03. She Is My Sin
04. Ghost River
05. Ever Dream
06. Storytime
07. I Want My Tears Back
08. Nemo
09. Last Of The Wilds
10. Bless The Child
11. Romanticide
12. Amaranth
13. Ghost Love Score
14. Song Of Myself
15.
Last Ride Of The Day

16. Outro (Imaginaerum)












sábado, 21 de dezembro de 2013

Detonautas Roque Clube: o álbum perdido





Por Davi Pascale

Em Novembro de 2011 foi lançado um EP dos Detonautas. O CD foi realizado de forma independente e teve suas vendas restritas ao site da banda. Com isso, aquelas pessoas que não eram fãs de carteirinha não ficaram nem sabendo do tal lançamento. Esse foi o ultimo registro com o baixista Tchello.

O material é formado por 5 canções que haviam sido disponibilizadas anteriormente para download em sua página oficial. Nessa época, os caras fizeram uma versão ousada (e, para dizer a verdade, interessante) de “Back In Black” do AC/DC. Não demorou muito e os ataques começaram. Principalmente, pela internet. Entretanto, aqueles que querem ter um registro dessa faixa, terão que esperar mais um pouquinho. Ela não faz parte do compact disc. Talvez os músicos não tenham conseguido autorização para lançá-la ou, até mesmo, não tenham conseguido bancar o valor de direito autoral. Afinal, essa é uma música clássica de um grupo clássico. Seu custo não deve ser baixo. E em trabalhos independentes, é o artista quem banca tudo...

Já faz um tempo que os rapazes andam passando por uma situação difícil. Com cada vez menos espaço na mídia e recebendo ataques de tudo quanto é lado, não é fácil continuar tocando o barco adiante. Palmas para os caras! Quando perderam o guitarrista Rodrigo Netto (assassinado covardemente em uma tentativa de assalto), as coisas começaram a degringolar. Tico Santa Cruz começou a se envolver cada vez mais em discussões políticas e sociais, atitude que divide opiniões. A banda perdeu a gravadora Warner Music, perdeu o apoio da MTV (que naquela época ainda tinha alguma força) e deixou que as dificuldades interferissem em seu som. O álbum seguinte, O Retorno de Saturno, foi um disco bem morno. Frustrou todo mundo. Seu antecessor, Psicodelia, Amor, Sexo e Distorção havia sido considerado uma reviravolta. Haviam criado uma identidade própria e realizado um trabalho bem maduro. Ainda é o melhor álbum dos Detonautas. O EP não atinge o padrão de seu terceiro disco, mas certamente é bem superior ao Retorno de Saturno

Tchello tatuou o rosto de Rodrigo Netto como homenagem
 
Quando surgiram, era comum a imprensa compará-los ao grupo santista Charlie Brown Jr. Faixas como “No Way Out” e “Ei, Peraê” era tudo o que os críticos precisavam para sustentar sua tese. O debut deles não é ruim, mas realmente soa como uma banda que ainda estava caminhando em busca de sua identidade. Aqui, essa realidade ‘charlie brown’ está mais distante. A única faixa que ainda traz um pouco desse universo é a faixa “Combate” (que foi apresentada no Rock In Rio 2011). E, na minha opinião, é a mais fraca do álbum. É verdade que a faixa “Sua Alma Vai Vagar Por Aí” tem um rap no meio, mas falar que toda mistura de rock brasileiro com rap soa “Charlie Brown” é tão sem noção quanto falar que Rage Against The Machine e Limp Bizkit são a mesma coisa.

Os destaques ficam por conta da bonita balada “Sabemos Fingir” e do ótimo trabalho de guitarra em “Conversando Com o Espelho” (o trabalho vocal dessa musica poderia ter sido mais bem elaborado). Vale destacar que as guitarras, nesse projeto, ganharam mais volume. Fator que considero positivo, em se tratando de uma banda de rock. Agora é esperar para ver o que vem por aí...

Nota: 07/10
Status: Bom!
 
Faixas:

      01)   Um Cara de Sorte
      02)   Combate
      03)   Sabemos Fingir
      04)   Conversando Com o Espelho
      05)   Sua Alma Vai Vagar Por Aí

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Uma noite de pizza e... Foo Fighters!!!

Por Rafael Menegueti

Os sempre surpreendentes membros do Foo Fighters
Imagine a cena: você está em uma pizzaria com sua família ou amigos, comendo e conversando, quando, de repente, uma banda sobe no palco do lugar e começam a tocar. Você se vira e dá de cara com o Foo Fighters. Parece algo tirado de um sonho, mas aconteceu. Foi na semana passada, em Moorpark, na Califórnia. E não foi um pocket show para fazer graça. Eles tocaram pra valer! Um show completo com 23 músicas, tocadas diante de uma espantada platéia de aproximadamente 200 sortudos, que foram ao Red Balls Rock & Roll Pizza apenas para comer, e saíram com uma baita historia pra contar.

Essa historia maluca basicamente significa duas coisas: Primeiro, que Dave Grohl e companhia são, de fato, um caso raro no rock. Eles não estão nem aí se a industria musical exige um determinado tipo de comportamento burocrático para uma banda ou artista quando eles estão trabalhando. Nem que a fama exija um certo cuidado com os lugares que frequenta ou as coisas que você faz, para não correr riscos. Eles querem mesmo é fazer rock, inovador e cheio de atitude, indo na contramão de tudo que está acontecendo na industria.

Cada vez mais se ouve coisas sobre como determinados artistas cobram para falar ou tirar fotos com os fãs, ou então sequer os deixam se aproximar. Cada vez mais eles ficam inacessíveis e enclausurados em uma espécie de cápsula imaginaria, que os mantém longe de qualquer pessoa comum, isolados junto a suas imagens luxuosas e cheias de mentiras. Mas não com o Foo Fighters. Esses caras tocam em pizzarias, ou então aparecem sozinhos no meio da platéia de algum show, sem qualquer segurança rodeando, ou se aproximam dos fãs sem sequer que eles tenham pagado um centavo e os tratam como amigos. Isso é ser um verdadeiro astro do rock: saber que todo mundo é igual a você.

A segunda coisa que isso significa é que o Foo Fighters está de volta. Depois de uma breve pausa para descansar depois de uma excelente turnê promovendo o mais recente álbum do grupo, “Wasting Light”, eles finalmente estão prontos e aquecidos para voltar a fazer o som que os colocou como uma das melhores e maiores bandas de rock em atividade no mundo.


Foo Fighters tocando no Rock & Roll Pizza em vídeo do Youtube
Alem do show surpresa na pizzaria californiana, a banda também se apresentou na Cidade do México, na última sexta-feira (13). Dave Grohl também já confirmou que eles estão trabalhando num novo disco. Um álbum que surpreenderá os fãs, de acordo com ele. O que é mais do que evidente, se tratando de uma banda que não cansa de surpreender o mundo com sua atitude e incrível capacidade de se manter atual, mesmo depois de tantos anos de estrada.

Veja um vídeo do show na pizzaria aqui:

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Billy Joe + Norah: Foreverly (2013)




Por Davi Pascale

Acaba de chegar ao mercado um trabalho extremamente inusitado, porém, muito bacana. O álbum que Billy Joe Armstrong e Norah Jones fizeram juntos. Aposto que você deve estar se perguntando: o que é esse CD? Quem são esses dois? E o que esse disco tem de tão especial? Vamos às explicações...


Billy Joe ganhou fama na década de 90, ao lado do Green Day. Eles e o Offspring lideravam a cena punk rock californiana. Smash e Dookie são discos que rolavam sem parar no cd player dos adolescentes da época. O sucesso desses grupos despertou o interesse da nova geração na cena punk que acabou resultando com uma retomada do Bad Religion – que invadiu as rádios com músicas como “Walk”, “21st Century Digital Boy” e “Infected” – e a volta do lendário Sex Pistols à ativa.


Norah Jones, de outro lado, roubou a cena com seu álbum de estréia, Come Away With Me, em 2003. Esse CD rendeu nada mais, nada menos do que 8 Grammys à cantora. Filha do músico indiano Ravi Shankar (um dos grandes ídolos do beatle George Harrison), ficou conhecida por fazer um som mais suave flertando elementos do jazz, do country e do blues.


Trabalho mostra nova faceta do cantor do Green Day
 
O que esses dois têm em comum? Nada! E é exatamente esse elemento que torna o disco tão atraente. Em termos gerais, a sonoridade de Foreverly está infinitamente mais próxima da realidade de Norah do que a realidade de Billy. Agora... o mais impressionante de tudo é que o projeto nasceu na cabeça dele. É muito louco imaginar isso porque não há nada que nos remeta ao seu grupo. Não há baterista descendo a mão, não há guitarras com distorções, nem letras sarcásticas.


Foreverly é uma releitura de um álbum do Everly Brothers, Songs Our Daddy Taught to Us, o segundo do duo norte-americano. Os rapazes fizeram muito sucesso nos anos 50 com músicas como “Wake Up Little Susie” e “Bye Bye Love”. Nesse disco, passeavam entre o folk e o country. As letras falavam de temas variados, porém, mais sombrios. A experiência de ser preso, amor perdido e até mesmo morte. Era uma homenagem deles ao Tennessee. Billy Joe, descobriu esse disco 2 anos atrás, se encantou com o conceito e decidiu regravá-lo. Mas, precisava de um segundo vocal. Sua esposa Adrienne sugeriu Norah Jones e ele acatou a idéia. Norah ficou responsável por interpretar as partes mais agudas, originalmente cantadas por Phillip ‘Phil’ Everly, enquanto o cantor do Green Day ficou responsável por cantar as partes de Don Everly.

Capa do disco homenageado
 

Embora tenham tido essa preocupação com a parte vocal, eles não se preocuparam em manter os arranjos originais. O vinil lançado na época tinha apenas violão e vocal. A nova dupla foi mais além. Acrescentaram novos instrumentos, deram uma modernizada no som. Está com uma cara que é retro, mas ao mesmo tempo moderna. Não é aquela sonoridade típica anos 50. Em alguns momentos lembra um pouco o álbum Feels Like Home da própria Norah Jones. Não deixa de ser uma sacada legal já que boa parte da juventude gosta desse som. É um modo de transportá-los à década de ouro. Um feito e tanto para quem gravou o álbum em apenas 9 dias! A ordem das canções foi pouca coisa alterada.


É engraçado ouvir Billy Joe Armstrong cantando de maneira mais suave, mais contida. Muitos artistas quando tentam fazer algo muito distante daquilo que estão acostumado acabam quebrando a cara, mas o rapaz se saiu bem. O disco é curto – próximo de 40 minutos – e muito agradável, mas para apreciá-lo será necessário o ouvinte se distanciar do punk rock que seu público tanto espera. E aí? Será que você consegue?


Nota: 08/10
Status: Muito bom

      Faixas: 
      01.   Roving Gambler
      02.   Long Time Gone
      03.   Lightning Express
      04.   Silver Haired Daddy of Mine
      05.   Down In The Willow Garden
      06.   Who´s Gonna Shoe Your Pretty Little Feet?
      07.   Oh So Many Years
      08.   Barbara Allen
      09.   Rockin´ Alone (In An Old Rockin´ Chair)
      10.   I´m Here To Get My Baby Out Of Jail
      11.   Kentucky
      12.   Put My Little Shoes Away